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UNB E O CAPITULO FINAL DE UM DESGOVERNO



Universitários, professores e simpatizantes estiveram na tarde dessa terça-feira (10) realizando um movimento diante do Ministério da Educação naquilo que aparentemente seria justo não fosse a politização dos seus participantes.

Com uma maioria absurda de esquerdistas e seguidores do Lulismo o grupo esteve na esplanada dos ministério em horário de expediente para "pressionar" por mais verbas. Querem enganar quem? Leia o excelente texto de Circe Cunha que reproduzo abaixo.



UnB e o capítulo final de um desgoverno

*Por Circe Cunha

Com um orçamento anual equivalente ao que foi torrado na construção do Estádio Mané Garrincha, ou R$ 1,7 bilhão, a Universidade de Brasília, acreditem, experimenta a mais grave crise financeira de todos os tempos. Mesmo com essa dinheirama, retirada compulsoriamente de contribuintes que sequer sabem onde fica localizado o campus, e que é bastante superior ao orçamento de muitos municípios populosos espalhados pelo país, a UnB, e principalmente sua reitoria, tem a coragem de vir a público reconhecer que o montante é insuficiente para cobrir as despesas, havendo a possibilidade inclusive da geração de um deficit de R$ 92 milhões até o fim do ano.

A saída para o que eles acreditam ser um cobertor curto demais para fazer frente ao crescimento vegetativo das despesas, com os reajustes dos contratos e das categorias, incluindo aí os servidores do quadro da instituição, sujeitos à progressão funcional, seria o repasse de mais recursos pelo Ministério da Educação.

O que é preciso esclarecer é que a crise vivida hoje pela UnB teve origem lá atrás, quando o governo Dilma, defendido hoje de forma agressiva e irracional por estudantes e professores, lançou no final de 2014 o lema vazio “Pátria Educadora”, seguido logo após de um corte brutal de R$ 10,5 bilhões ou 10% de todo o orçamento do MEC, para fazer frente à recessão que batia as portas do Planalto.

Obviamente que esse fato é escondido dos alunos que seguiram ontem para frente do Ministério da Educação, onde promoveram um quebra-quebra que contou com o apoio sempre providencial de blackblocs e onde se viam também as bandeiras vermelhas do MTST e do MST. Tudo conforme manda a cartilha dos partidos de esquerda, empenhados, isso sim, em destruir as instituições públicas, lançando uns contra os outros e criando o caos geral.

Para uma universidade que de gratuita nada tem, já que custa bilhões aos pagadores de impostos, o reconhecimento de que o orçamento não dá para pagar as despesas crescentes, traz implícito também, nas entrelinhas, que o modelo de gestão baseado e lastreado nos dogmas dos partidos de esquerda, para onde estão voltadas toda a sua orientação, inclusive pedagógica, vem produzindo os mesmos frutos murchos colhidos na era petista.

O fato é que parte da UnB virou as costas para a comunidade. Não participa, nem colabora com propostas acadêmicas para os diversos momentos de crise vividos pelos brasilienses, como a falta de segurança, desmatamentos e outros problemas que tem assolado a comunidade.

Ao invés disso, tem desfilado de mãos de dadas com partidos políticos de esquerda, criado cursos sobre o golpe e outras tolices. Dá mais atenção aos alunos que não querem aula, usa a instituição para prejudicar a universalidade. Um olhar sobre a produção acadêmica, uma obrigação dessa instituição, mostra um deserto árido e diz muito sobre a baixíssima produção quando comparada a outras instituições mundo afora. Fosse vivo hoje, Darcy Ribeiro não reconheceria sua criação.


(*) Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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