Pular para o conteúdo principal

VOTO IMPRESSO ACOMPLADO À URNA ELETRÔNICA

Apesar de não ter convicção formada sobre o assunto, trago ao meu leitor um tema bastante interessante e que pauta nossas próximas eleições. Leia com Atenção!

Foto: Izalci Lucas

Impressão do voto recebe apoio de cidadãos e de parlamentares



Integrantes da bancada do PSDB na Câmara Federal voltaram a reforçar que a adoção do voto impresso acoplado à urna eletrônica é uma alternativa ao atual modelo de urna eletrônica, que não pode ser auditado e que provoca desconfiança nos eleitores. 
Esse sentimento da sociedade ficou expresso nessa segunda-feira (27) em audiência pública promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na qual a maioria esmagadora dos cidadãos e representantes da sociedade civil inscritos para falar se manifestaram a favor da adoção do voto impresso já nas próximas eleições de outubro.
Para o deputado Izalci Lucas (PSDB/DF), não há o que discutir. “Não é aceitável qualquer coisa que não seja passível de auditoria e hoje, da forma como é feita a votação, o sistema é inauditável”, afirmou. Essa foi a conclusão do estudo solicitado pelo PSDB após as eleições de 2014.  “Temos que garantir ao cidadão que o voto dele vai para o candidato no qual ele votou”, disse Izalci. Em novembro, a pedido dele,  a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara realizou audiência pública na qual foi apresentado o relatório desse levantamento. 
Já a deputada Yeda Crusius (PSDB/RS) defende a adoção do voto impresso em sua totalidade para evitar suspeitas e restaurar a confiança do eleitor no sistema eleitoral. Segundo ela, o uso exclusivo das urnas eletrônicas colocou essa confiança em xeque.
Ela defende que se não houver dinheiro suficiente para acoplar impressoras às urnas eletrônicas, a alternativa é ficar só no voto impresso. “Se as urnas eletrônicas são inauditáveis e geram a desconfiança das pessoas, suspeitando que os votos possam ser desviados, que o voto das pessoas seja honrado”, reiterou. Ela cobrou do TSE uma postura de cumpridor da lei, pois o voto impresso está previsto na Lei 13.165/2015.
Essa legislação estabelece que, no processo de votação eletrônica, a urna imprimirá o registro de cada voto, que será depositado em local lacrado, sem contato manual do eleitor. A lei também determina que a regra deva valer nas eleições gerais de 2018.
A comerciante Sandra Cristina Ferreira da Silva deixou seu pequeno negócio no Rio de Janeiro para participar da discussão em Brasília e, segundo ela, defender o sentimento do povo brasileiro. “Queremos 100% de voto impresso”, argumentou.
SOBERANIA POPULAR
O presidente da Corte, ministro Luiz Fux, comandou os trabalhos e destacou que a audiência pública foi marcada em respeito à soberania popular. “Nós queremos saber o que pensa o cidadão para então observarmos aquilo que, com responsabilidade, planejamento e transparência, nós podemos fazer em prol do povo”, ponderou.
Aqueles que não puderam comparecer ainda poderão contribuir enviando suas opiniões ao TSE por meio eletrônico ou pessoalmente no protocolo do TSE no prazo de três dias. Para isso, clique neste link. A minuta da Resolução do voto impresso está disponível no Portal do TSE


LEIA TAMBÉM



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as 

Bolsonaro ensaia ‘dobradinha’ com Ibaneis

  Foi hoje na posse do novo ministro Ciro Nogueira cacique do PP que Jair Bolsonaro disse:   “Dispenso comentários. Nós aqui somos um só governo. União e Distrito Federal é um casamento perfeito” , declarou Bolsonaro aos presentes na solenidade. O horizonte eleitoral é muito mais curto que os trezes meses até o pleito. Ibaneis Rocha (MDB) para governador e Jair Bolsonaro para presidência seria uma chapa imbatível no Distrito Federal. Ambos foram muito bem sucedidos em 2018  no quadrado do Planalto Central. Bolsonaro teve 69,99% cerca de 1.080.411 votos no segundo turno e Ibaneis Rocha recebeu 1.042.574 votos – o equivalente a 69,79% dos votos válidos. Bolsonaro é “raposa felpuda” com mais  de trinta anos de vivência  no Congresso Nacional e apesar de Ibaneis ter conquistado o seu primeiro mandato vem surpreendendo com quase 3 anos de uma gestão positiva ou do “bem”. O resultado eleitoral em 2018 jamais poderá ser ignorado sob pena de se repetir a derrocada de seus opositores. Opositore

Verdade nua e crua

 O jogo político está empatado, os atores da política nacional jogam no limite possível.  Não há como destituir o presidente Jair Bolsonaro do seu cargo. A oposição já sabe disso. Não vai trabalhar por impeachement , pois todas ações neste sentido passam pela aprovação da Câmara dos Deputados e o presidente Arthur Lira já deu sinais diferentemente de Rodrigo Maia  de ser um "homem de palavra".  Bolsonaro está acastelado. Ele tem o cargo de Presidente da República, o que não é pouca coisa, tem as ruas, os movimentos de milhões, ignorados pelos jornais e tem as Forças Armadas. Muito dificil derrubar. A oposição só tem uma chance de vencer Bolsonaro: Fraudando as Urnas e por isso o ponto de equilibrio desse jogo é a aprovação ou não da PEC 135/2019.  As estratégias adotadas pela oposição revelam o total desespero dos atores políticos, isto porque mal aprofundam as ações em curso como foi o caso do impeachement na Câmara dos Deputados e já implementam outra seguida do insucesso.