Pular para o conteúdo principal

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012 - Opinião


Vivi, por muitos anos, envolvido efetivamente na política em todos os níveis, mas as circunstâncias pessoais e profissionais me levaram a me afastar da militância de forma definitiva daquela que era a paixão que tomou minha vida desde adolescência. 

Hoje sou privilegiado, pois assisto distante aquilo que, no primeiro momento é algo imprevisível, mas este jogo tem demonstrado no ciclo da existência brasileira, como sendo algo necessário e algo reflexivo do caráter do ser humano, componente da sociedade formadora dos conceitos e opiniões, ou seja, previsível. Veremos domingo, Haddad ganhando a prefeitura de São Paulo e o “carlismo” em Salvador. 

A lei é a seguinte: em São Paulo o governo federal vai vir com todo seu aparato intelectual e financeiro. Na Bahia o carioca Wagner é simpático, mas a ingerência em muitos casos da administração local não deve prevalecer teve dificuldade em colocar nos trilhos o metrô, por exemplo. O Saudosismo, e o “sangue novo” de ACM Neto deve prevalecer, apesar do “peso” do Palácio do Planalto. 

O que quero dizer é que as pessoas que hoje concorrem a um cargo eletivo são seres humanos sensíveis e com possibilidades reais de serem corrompidos. 

Pela vaidade pessoal e pelo segmento social que representam todos eles sem exceção gostariam de acertar. Porém nem todos farão isto. O que pode ser um diferencial na administração dos novos eleitos é o caráter pessoal. Por isso às vezes, a competência e os títulos que esse cidadão possui não influencia a decisão do eleitor. Mas sim a forma como esse candidato tem vivido e tratado o “público” nos últimos tempos. 

É a vaidade pessoal e o interesse nebuloso que impede a tomada de decisões imparciais que leva o prefeito ao erro. Seja estratégico seja tático. É esse mesmo tipo de erro que leva o eleitor a errar quando vota. Não pensa no coletivo, não pensa no tempo em que esse prefeito vai ficar no seu município governando, pensa exclusivamente em interesses pessoais no poder de barganha que terá se fulano for eleito. Não tenho como mensurar o desenvolvimento dos eleitores, mas creio que o brasileiro tem consciência da estirpe de muitos candidatos que se dispõe a representa-lo. 

Na abertura democrática tínhamos a desculpa de não termos experiência com o voto, argumento vencido pelo tempo. Então o que se coloca hoje é o caráter e a essência motivadora do erro, seja nas alianças de composição e estratégia da campanha, seja no formato adotado pelo político depois de eleito. 

Um tema “batido” e de uma retórica incrível, a Educação é o cerne é o ponto nevrálgico é a fonte inspiradora do acerto. Conclusão já aceita pelas autoridades legislativas e executivas como sendo a única forma definitiva de criar uma nação justa e mais igualitária(menos currupção). 

Por fim, não dá para encarar um embate sangrento uma guerra , como se tem visto nos jornais e redes sociais, e não sair sem nenhum ferimento de morte ou sem nenhuma cicatriz. Mas a pergunta que não quer calar. O QUE LEVA UM SER HUMANO INVESTIR TANTO TEMPO E DINHEIRO NUMA BATALHA TÃO VIOLENTA, SE GOVERNAR UM MUNICÍPIO E TÃO DIFÍCIL E EM MUITOS CASOS TÃO INGRATO? Tenho a certeza de que vale a pena lutar essa batalha. Se não valesse não teríamos tão competentes e influentes pessoas interessadas em estar destacadas no meio de milhares de candidatos. 

Adquirir o título de autoridade (prefeito) é só um detalhe. Ter poder é tudo para quem não tem escrúpulos. 

Saber escolher, estudar os candidatos, não votar em partido, votar em pessoas e ter conhecimento da lei eleitoral é o mínimo que o eleitor deveria saber. Papel do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ou do TRE (Tribunal do Regional Eleitoral)? 

O fato é que só fazendo, praticando, errando é que o brasileiro vai chegar em um nível de excelência e mandando para o executivo local pessoas com um caráter melhor e mais envolvidos na mudança definitiva da sociedade local. Acredite meu amigo.
  

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as 

Processo de Desenvolvimento Organizacional em 4 fases

Diagnóstico - Identificação do problema Através do contato com os dirigentes da organização, são identificados os problemas e as expectativas com relação à resolução dos mesmos.  Na seqüência, se inicia a fase de levantamento.  O objetivo da etapa de diagnóstico é fornecer uma situação inicial da organização. Plano de ação:  A definição do plano de ação ou estratégia de mudança deve se apoiar no diagnóstico realizado.  O plano de ação deve levar em consideração as metas e prazos, as técnicas de intervenção que serão utilizadas, os grupos-alvo e os resultados esperados.   Diagnóstico (Identificação do problema); Plano de Ação (estratégia de implatação); Intervenção (implantação das mudanças); Avaliação e controle Intervenção: A intervenção consiste em um conjunto de atividades previstas para os grupos-alvo.  O sucesso da intervenção depende do acerto da escolha da estratégia.  As atividades de intervenção compreendem também o processo de conscientização

Economia - Função de Oferta

FUNÇÃO DE OFERTA  PODE-SE CONCEITUAR OFERTA COMO SENDO AS VÁRIAS QUANTIDADES QUE OS PRODUTORES DESEJAM, OFERECER AO MERCADO EM DETERMINADO PERÍODO DE TEMPO EM FUNÇÃO DE PREÇO (Px). Seja os dados abaixo uma escala de oferta PREÇO (Px) QUANTIDADE OFERTADA (x) 1,00 1.000 3,00 3.000 6,00 6.000 8,00 8.000 10,00 10.000 OUTRAS VARIÁVEIS QUE AFETAM A OFERTA X= OFERTA Px= Preço do bem ofertado Pi = Preço de Insumos (fatores de produção); T = Tecnologia  X =f (Pi)  à X=f (Px, Pi,T) EQUILIBRIO DE MERCADO A lei da oferta e demanda (procura): Tendência de Equlibrio Pts. PREÇO (Px) PROCURA OFERTA SITUAÇÃO DE MERCADO A 1000 11000 11000 Excesso de demanda (escassez oferta) B 3000 9000 3000 Excesso de demanda (escassez de oferta) C 6000