Pular para o conteúdo principal

Monopólio Artificial e Monopólio Natural, você sabe qual a diferença?

Foto;Hamilton Silva
Hamilton Silva é jornalista e economista

O monopólio natural 



Um monopólio pode ser natural ou artificial. 
No primeiro caso, o monopólio é consequência de que é o monopolista que melhor oferta o valor – um bem ou serviço – naquele contexto. O monopólio natural não conta com nenhuma barreira protetora ou privilégio; é simplesmente a melhor das possibilidades disponíveis no momento. Isto é, dadas às circunstâncias, qualquer um pode tentar competir diretamente com o monopolista, mas enquanto não ocorre isso é ele quem melhor satisfaz as necessidades dos consumidores, dadas as alternativas. 

Se certo cirurgião é o único cirurgião no mundo que realiza o transplante de um determinado órgão vital, ele detém o monopólio desta habilidade. Do mesmo modo, outros valores cuja oferta é naturalmente restrita são monopólios naturais. 

Se um monopólio natural traz ao monopolista benefícios especialmente grandes, estes benefícios chamarão a atenção da sociedade, que canalizará recursos para a área em questão, terminando o monopólio. 

Quando nos referimos a livre mercado não queremos dizer com isso que em todos os mercados específicos deve haver um ou mais ofertantes. O livre mercado se baseia na liberdade de qualquer um, em qualquer momento, poder entrar no mercado como ofertante. A situação de monopólio natural, em livre mercado, não é uma situação irrevogável, devendo ser confirmada ou questionada todos os dias no mercado. 

Neste sentido, o progresso depende da aparição de novos monopólios naturais, referentes a novas descobertas, nova tecnologia, melhor qualidade de bens e serviços etc. O monopólio natural se alimenta do apoio do público consumidor. Se vivêssemos sob uma rigorosa legislação anti monopólio, seria impossível que surgissem novos remédios ou produtos de tecnologia; nenhuma empresa poderia ofertar isoladamente um novo produto


O monopólio artificial 


Diferentemente do monopólio natural, o monopólio artificial se deve a uma legislação que garante isenção fiscal, proteção tarifária, subsídios, licenças de atuação etc. Em outras palavras, o monopólio artificial é um custo para o consumidor, que deve pagar um preço mais alto e aceitar um produto ou serviço de qualidade inferior do que se houvessem concorrentes ao monopolista, ou seja, do que se não houvesse a proteção legal para o monopolista. 

Na verdade, é difícil dar exemplos de monopólios naturais que perdurem ao longo do tempo. Já os monopólios artificiais são muito comuns – sejam empresas públicas ou empresas privadas detentoras de privilégios – produzindo graves inconvenientes para a sociedade, por determinarem uma alocação de recursos pior do que haveria na ausência do monopólio. Um mercado livre torna indispensável à eliminação de todos os privilégios individuais.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as 

Processo de Desenvolvimento Organizacional em 4 fases

Diagnóstico - Identificação do problema Através do contato com os dirigentes da organização, são identificados os problemas e as expectativas com relação à resolução dos mesmos.  Na seqüência, se inicia a fase de levantamento.  O objetivo da etapa de diagnóstico é fornecer uma situação inicial da organização. Plano de ação:  A definição do plano de ação ou estratégia de mudança deve se apoiar no diagnóstico realizado.  O plano de ação deve levar em consideração as metas e prazos, as técnicas de intervenção que serão utilizadas, os grupos-alvo e os resultados esperados.   Diagnóstico (Identificação do problema); Plano de Ação (estratégia de implatação); Intervenção (implantação das mudanças); Avaliação e controle Intervenção: A intervenção consiste em um conjunto de atividades previstas para os grupos-alvo.  O sucesso da intervenção depende do acerto da escolha da estratégia.  As atividades de intervenção compreendem também o processo de conscientização

Economia - Função de Oferta

FUNÇÃO DE OFERTA  PODE-SE CONCEITUAR OFERTA COMO SENDO AS VÁRIAS QUANTIDADES QUE OS PRODUTORES DESEJAM, OFERECER AO MERCADO EM DETERMINADO PERÍODO DE TEMPO EM FUNÇÃO DE PREÇO (Px). Seja os dados abaixo uma escala de oferta PREÇO (Px) QUANTIDADE OFERTADA (x) 1,00 1.000 3,00 3.000 6,00 6.000 8,00 8.000 10,00 10.000 OUTRAS VARIÁVEIS QUE AFETAM A OFERTA X= OFERTA Px= Preço do bem ofertado Pi = Preço de Insumos (fatores de produção); T = Tecnologia  X =f (Pi)  à X=f (Px, Pi,T) EQUILIBRIO DE MERCADO A lei da oferta e demanda (procura): Tendência de Equlibrio Pts. PREÇO (Px) PROCURA OFERTA SITUAÇÃO DE MERCADO A 1000 11000 11000 Excesso de demanda (escassez oferta) B 3000 9000 3000 Excesso de demanda (escassez de oferta) C 6000