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GESTÃO COMPARTILHADA E A DITADURA DA MINORIA

FOTO:gdf


A história dos processos e modelos democráticos demonstram que ela está repleta de erros e imperfeições; um caso clássico desses erros é a famosa passagem bíblica onde Pôncio Pilatos pergunta a uma assembleia democrática se essa mesma assembleia preferia soltar o criminoso Barrabás ou Jesus Cristo, o Messias. A assembleia escolheu soltar o criminoso e mandou para a morte um inocente.

No entanto, a sociedade contemporânea, do ponto de vista formal e jurídico, é democrática. A democracia pressupõe a participação dos cidadãos e, por conseguinte, a escolha, o desejo da maioria, mesmo que a maioria escolha algo que não é exatamente ético ou o correto, como no caso da assembleia presidida por Pôncio Pilatos.

No Brasil vivemos absurdos demonstrados não só por autoridades constituídas, mas pela própria comunidade. Vejam o absurdo que população minoritária tenta impor, através do sindicalismo de "formação" e pelo marxismo cultural (manutenção da balbúrdia), aos demais cidadãos de bem que desejam melhorar os resultados educacionais.

O governador Ibaneis(MDB) não é um administrador perfeito, tem lá seus problemas, todavia, na questão da educação estatal tem seu maior acerto numa gestão com muitas dificuldades de orçamento e no encaixe de nomes que conduzam a vontade popular traduzida na eleição do reconhecido advogado.

O caso da Gestão Compartilhada na educação do GDF(O projeto de gestão compartilhada consiste em uma parceria entre a Secretaria de Educação e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federa) foi a melhor coisa que ocorreu nas últimas dezenas de anos na educação brasileira. É de longe a melhor coisa que Ibaneis trouxe à população do DF. Não cabe à minoria vencida nas urnas de domingo espernear nem impor ao governador uma ditadura do voto inequivocamente antipático e rejeitado pela maioria da sociedade.

O sindicato não entendeu que o Brasil está mudando, que Brasília está mudando para melhor e que não há  espaço para suas "lutas" inconsequentes e irresponsáveis. Sua força se resume a uma histeria típica das esquerdas psicopatas, Vejam o absurdo da greve dos metroviários onde uma minoria sindicalizada levou uma categoria inteira a perder direitos conquistados nas duas últimas décadas.

Ibaneis acertou duas vezes, primeiro em implementar o sistema de gestão compartilhada, segundo em ampliar e democratiza-lo (quando pede uma consulta). A exoneração do secretário nada mais é que um ajuste necessário para uma ampliação da Gestão que a sociedade almeja.

A sociedade contemporânea corre o risco de ver a democracia ser superada por outro modelo político; mas não um modelo melhor, mais aprimorado. Trata-se de superar a democracia por uma espécie de ditadura das minorias. Quando nossos governantes tomam decisões justas devem ser exaltadas e apoiadas como é o caso da Gestão Compartilhada na Educação do DF.

Por: Hamilton Silva


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