Pular para o conteúdo principal

SENADO FEDERAL EM TRÊS ATOS - PRIMEIRO ATO - SENADOR REGUFFE

Foto: Divulgação


REGUFFE NÃO É PAPAI NOEL, MAS DÁ AS CARAS NO NATAL E CONSEGUE DINHEIRO PARA O DISTRITO FEDERAL

Eleito em 2014 com 826.576 votos, na semana passada através do seu Facebook o senador Reguffe divulgou a destinação dos recursos que ele conseguiu para o DF através de emendas. Aparentemente pode parecer pouco e é diante dos inúmeros problemas na saúde e educação pública por exemplo, todavia o problema do senador não está tão somente nas emendas impositivas de natureza de obrigatória.

BAIXO CLERO? POR QUE? 

O que nos deixa ressabiado é a "distancia " que o senador Reguffe resolveu ficar diante da política local. Será que a velha política está o castigando enquanto agente político brasiliense? creio que não, ele é sagaz, todavia Antonio Reguffe, sem partido, pode se transformar numa liderança de "alto clero", com mais influência juntos aos senadores se o mesmo desejar na próxima legislatura, se alinhar com os novos senadores de perfil distante das velhas raposas: Renan, Eunicio e cia. Podendo protagonizar melhores dias na sua carreira solitária de senador. Afinal muitos temas de relevância nacional estarão sobre a mesa e o senador poderá dar outro norte à sua vida pública de sucesso.


Os principais problemas que marcaram os primeiros quatro anos

Não tem grupo, trabalha isolado, sem partido não participa de CPI, ,em de comissão especial de medida provisória, não tem horário de liderança, não participa das principais reuniões. Não tem assessoria de liderança nas comissões nem no plenário. È na Vera e na brinca senador? Na parábola dos talentos enterrou. 

Ao não gastar com assessores fica com equipe desfalcada não podendo contratar grandes assessores técnicos como: Advogados, Economistas, Cientistas Políticos. Se tivesse filiado poderia ser candidato a mesa até a presidência poderia disputar contra Renan.

Com o desgoverno Rollemberg, não enfatizou sua oposição, foi morno no que diz respeito ao GDF;

Desconhecido no cenário nacional o senador, não sai nas grandes midias, não pauta nada. Não tem uma agenda política, será que ser contra o sistema sozinho surte o efeito esperado pelo eleitor? Não visita os ministros na busca de recursos, não vai nos secretários de governo, administrações regionais nem pensar;

Não visita os TCDF e TCU para acompanhar os processos dos Sindicatos patronais e dos trabalhadores, nem o Bispo, nem o pastor, nem a coluna social. O senador  é uma boa pessoa, é coerente naquilo que se propôs a fazer, é pessoa correta mas na política é preciso mais.

DINHEIRO PARA O DF 

As emendas parlamentares hoje têm caráter impositivo, portanto o governo é obrigado a executá-las. Isso aumenta ainda mais a importância e a responsabilidade que os parlamentares devem ter nas suas destinações. 
Cada parlamentar para o Orçamento Geral da União de 2019 teve direito a destinar R$ 15.420.774,00.
As emendas do senador Reguffe ao Orçamento Geral da União de 2019:
- Custeio da saúde e compra de remédios para a rede pública de saúde do Distrito Federal (R$ 5,350 milhões); 
- Aquisição de equipamentos hospitalares para a rede pública de saúde do Distrito Federal (R$ 4 milhões); 
- Suplementação de recursos para a construção do Hospital do Câncer do Distrito Federal (R$ 1.020.774); 
- Reforma de escolas públicas do Distrito Federal (R$ 3,250 milhões);
- Aquisição de viaturas para a polícia do Distrito Federal (R$ 1 milhão); 
- Aquisição de viaturas de resgate e salvamento para o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (R$ 800 mil).


Estou cumprindo a minha obrigação, fazendo a minha parte e honrando o meu compromisso com os meus eleitores. E dando também uma contribuição prática para melhorar os serviços públicos que a população do DF tanto precisa. Escreveu o senador

É fato que o senador usou seu prestígio para apoiar alguns candidatos, treze no total, que não corresponderam nas urnas, ou seja, a transferência de voto é uma barreira quase que intransponível.


Dos 13 candidatos que o senador apoiou apenas a distrital eleita Júlia Luci (Novo) correspondeu. Reguffe gravou com Cristóvam que demorou a deixar a vida pública vencido pelas urnas.

O político brasiliense terá 4 anos para recuperar o tempo perdido É coerente no que prometeu; fazer economia dos recursos do gabinete. Políticos que só deixam para aparecer em tempos de eleição sofreram no último pleito e o eleitor respondeu no voto, haja vista, Marina Silva, os setes deputados federais do DF e ainda 66% de renovação da Câmara Distrital. Por fim, o político tem um dilema; ou ele põe a cabeça pra fora e se expõe ou será mais um.

veja a posição do político no site
RANKING DOS POLÍTICOS

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as 

Bolsonaro ensaia ‘dobradinha’ com Ibaneis

  Foi hoje na posse do novo ministro Ciro Nogueira cacique do PP que Jair Bolsonaro disse:   “Dispenso comentários. Nós aqui somos um só governo. União e Distrito Federal é um casamento perfeito” , declarou Bolsonaro aos presentes na solenidade. O horizonte eleitoral é muito mais curto que os trezes meses até o pleito. Ibaneis Rocha (MDB) para governador e Jair Bolsonaro para presidência seria uma chapa imbatível no Distrito Federal. Ambos foram muito bem sucedidos em 2018  no quadrado do Planalto Central. Bolsonaro teve 69,99% cerca de 1.080.411 votos no segundo turno e Ibaneis Rocha recebeu 1.042.574 votos – o equivalente a 69,79% dos votos válidos. Bolsonaro é “raposa felpuda” com mais  de trinta anos de vivência  no Congresso Nacional e apesar de Ibaneis ter conquistado o seu primeiro mandato vem surpreendendo com quase 3 anos de uma gestão positiva ou do “bem”. O resultado eleitoral em 2018 jamais poderá ser ignorado sob pena de se repetir a derrocada de seus opositores. Opositore

Verdade nua e crua

 O jogo político está empatado, os atores da política nacional jogam no limite possível.  Não há como destituir o presidente Jair Bolsonaro do seu cargo. A oposição já sabe disso. Não vai trabalhar por impeachement , pois todas ações neste sentido passam pela aprovação da Câmara dos Deputados e o presidente Arthur Lira já deu sinais diferentemente de Rodrigo Maia  de ser um "homem de palavra".  Bolsonaro está acastelado. Ele tem o cargo de Presidente da República, o que não é pouca coisa, tem as ruas, os movimentos de milhões, ignorados pelos jornais e tem as Forças Armadas. Muito dificil derrubar. A oposição só tem uma chance de vencer Bolsonaro: Fraudando as Urnas e por isso o ponto de equilibrio desse jogo é a aprovação ou não da PEC 135/2019.  As estratégias adotadas pela oposição revelam o total desespero dos atores políticos, isto porque mal aprofundam as ações em curso como foi o caso do impeachement na Câmara dos Deputados e já implementam outra seguida do insucesso.