Pular para o conteúdo principal

A POSSE PRESIDENCIAL E OS NOVOS DESAFIOS


A POSSE PRESIDENCIAL E OS NOVOS DESAFIOS

Por: Walesca Borges
 
Muitos preparativos antecedem uma posse presidencial.
De quatro em quatro anos, a rotina se repete e uma série de providências são tomadas para que tudo saia da melhor forma possível.

No Congresso Nacional, onde o Presidente assina o termo de posse, as medidas incluem vários setores tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado Federal .

Tudo começa com a elaboração, impressão e envio dos convites para o mailing selecionado, incluindo os familiares e amigos mais próximos do Presidente eleito.  Como os lugares no plenário da Câmara dos Deputados, onde ocorre a cerimônia, ainda que maior que o do Senado,  são limitados, as autoridades convidadas de primeiro escalão e os Chefes de Estado estrangeiros também podem ser acomodados nas chamadas “galerias” que ficam dispostas no patamar superior ao plenário e de onde se pode ver toda a cerimônia como se estivéssemos em um “ camarote”.
 
Para estes convidados, são distribuídos hologramas que são como pequenos adesivos que permitem o acesso a determinadas áreas restritas do Palácio, tudo em conformidade com um austero controle de presenças  a fim de garantir a segurança de todos os que estarão presentes à posse.
 
Enviados os cerca de três mil convites, o desafio é acomodar estes  convidados nas  bancadas dispostas no plenário e que não chegam a 513 cadeiras e  nos mais aproximados 200  lugares dispostos nas galerias.  Além dos convidados, temos que acomodar a imprensa nacional e estrangeira, assessores, amigos e familiares, ou seja, a conta não fecha.
 
E para que tudo isso funcione, precisamos de contar com outros setores determinantes como a  infraestrutura que incluem mobiliário, som, iluminação, limpeza, atendimento médico de emergência entre outros e um setor em especial que, em função desta posse presidencial, terá um peso muito maior e será  primordial: a Segurança Legislativa em função do atentado sofrido pelo presidente eleito.
 
Esta posse será um grande novo desafio para os que estão envolvidos e será um novo “ case” se considerarmos  todos os acontecimentos que envolveram a campanha do  eleito e o fato de que estão previstas mais de um milhão de pessoas para a posse.
Dois bolsões delimitados por forte esquema de segurança serão montados um para os que estarão celebrando a posse e outro no outro extremo para os que estão descontentes.   

Algumas dúvidas ainda pairam sobre nossas cabeças entre elas o tradicional desfile em carro aberto, no Roills Roice doado pelo governo britânico, o discurso no parlatório, a entrada pelo centro do plenário entre abraços e cumprimentos  dos presentes, enfim, muitas interrogações que serão respondidas em meio a novas posturas que, esperamos, não tirem o brilho e a espontaneidade desse momento único e tão esperando por milhões de brasileiros.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as 

Bolsonaro ensaia ‘dobradinha’ com Ibaneis

  Foi hoje na posse do novo ministro Ciro Nogueira cacique do PP que Jair Bolsonaro disse:   “Dispenso comentários. Nós aqui somos um só governo. União e Distrito Federal é um casamento perfeito” , declarou Bolsonaro aos presentes na solenidade. O horizonte eleitoral é muito mais curto que os trezes meses até o pleito. Ibaneis Rocha (MDB) para governador e Jair Bolsonaro para presidência seria uma chapa imbatível no Distrito Federal. Ambos foram muito bem sucedidos em 2018  no quadrado do Planalto Central. Bolsonaro teve 69,99% cerca de 1.080.411 votos no segundo turno e Ibaneis Rocha recebeu 1.042.574 votos – o equivalente a 69,79% dos votos válidos. Bolsonaro é “raposa felpuda” com mais  de trinta anos de vivência  no Congresso Nacional e apesar de Ibaneis ter conquistado o seu primeiro mandato vem surpreendendo com quase 3 anos de uma gestão positiva ou do “bem”. O resultado eleitoral em 2018 jamais poderá ser ignorado sob pena de se repetir a derrocada de seus opositores. Opositore

Verdade nua e crua

 O jogo político está empatado, os atores da política nacional jogam no limite possível.  Não há como destituir o presidente Jair Bolsonaro do seu cargo. A oposição já sabe disso. Não vai trabalhar por impeachement , pois todas ações neste sentido passam pela aprovação da Câmara dos Deputados e o presidente Arthur Lira já deu sinais diferentemente de Rodrigo Maia  de ser um "homem de palavra".  Bolsonaro está acastelado. Ele tem o cargo de Presidente da República, o que não é pouca coisa, tem as ruas, os movimentos de milhões, ignorados pelos jornais e tem as Forças Armadas. Muito dificil derrubar. A oposição só tem uma chance de vencer Bolsonaro: Fraudando as Urnas e por isso o ponto de equilibrio desse jogo é a aprovação ou não da PEC 135/2019.  As estratégias adotadas pela oposição revelam o total desespero dos atores políticos, isto porque mal aprofundam as ações em curso como foi o caso do impeachement na Câmara dos Deputados e já implementam outra seguida do insucesso.