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ELEIÇÕES 2018 MEU PITACO NO IMBRÓGLIO DE BRASÍLIA

foto: internet

O grupão de centro-direita não implodiu porque nunca estiveram juntos, coesos, foi só a casualidade que os fizeram próximos. 



Em 2016 e 2017 o MDB, PSDB, PTB, PR e DEM fizeram algumas reuniões no sentido de empoderar os candidatos com possibilidades reais de vitória no pleito de 2018. Na minha singela opinião nunca estiveram juntos visando um projeto de vitória. Pelo contrário a união de fachada estava sendo criada com intuito de não se perder o espaço deixado pelo PT e pelo governo de Rollemberg. Todos os envolvidos nesse “grupão” sempre estiveram preocupados com suas posições individuais no tabuleiro do jogo, mas flertando em todas as direções. 


Todavia em virtude de uma iminente derrota de Rollemberg esse Bloco poderá e estará do mesmo lado em breve novamente. È só observar, por exemplo, os passos do PTBista Alírio Neto, o primeiro a deixar o “grupão”, caso não consiga decolar logo dirá que sempre foi Frejat ao Izalci caso esses últimos estejam mais bem colocados. 

Movimento Democrático Brasileiro-MDB 

Com Tadeu Filipelli correndo sérios riscos o vice de Agnelo é homem de confiança do presidente Michel Temer. Vai ter papel preponderante na composição de qualquer chapa e acordo para governar o DF. Deverá levar fácil se for candidato a deputado federal 

Partido da Social Democracia Brasileira - PSDB 

Diferente do PR, izalci é oposição clássica e enfrenta fortes oposição interna. Alguns de seus assessores já admitem uma outra posição que não a de governador. A vantagem do tucano é que se posicionou cedo e monta grupo para debater os problemas da cidade. Tem forte rejeição de formadores de opinião, mas tem um apoio popular considerável. 

Partido da República(PR) 

Se diz na oposição com chance de eleger Frejat, mas tem o Agaciel Maia como líder do governo na Câmara Legislativa. Paradoxo? E ainda tem o ex-governador Arruda no comando. Não combina com a figura proba do médico Jofran Frejat. Elege-se mesmo com os "encostos".


Democratas - DEM

O partido de um personagem somente, Alberto Fraga, poderia ter crescido mais nesses últimos dias, mas se concentrou em preservar a imagem do Policial Militar da reserva. Candidato à reeleição. Se fossem mais atuantes em outros flancos poderiam fazer um distrital com o também militar da reserva Poliglota. 

Partido Comunista do Brasil - PC do B 

Não participou do governo de Rollemberg e faz oposição a Michel Temer. Coadjuvante no processo. 

Partido dos Trabalhadores - PT 

Não participa do governo oficialmente, mas o que se sabe das conversas de corredores é que membros e simpatizantes petistas ainda ocupam cargos comissionados na gestão socialista. Ricardo Berzoíne ou Érica Kokay poderão estar à frente de uma campanha complicada rumo ao GDF. 

Partido Democrático Trabalhista 

Integrou a coligação que elegeu Rollemberg e seu governo, tendo rompido no ano passado. Tem Ciro Gomes como candidato a presidente e também faz oposição a Temer. O deputado Joe Valle coloca-se como candidato em todas as vagas majoritárias (atira para todos os lados). Digo que é candidato a deputado federal. 

Rede de Sustentabilidade 

Também integrou a coligação e participou do governo até final de 2017. É contra Temer. Marina Silva é a candidata a presidente e o distrital Chico Leite apresenta-se como candidato ao governo ou ao Senado. Partido que almejava ser o sucessor do PT não passa de mais um nanico dentre tantos. 

Partido Verde 

O deputado distrital Israel Batista, Professor Israel Batista (PV) obteve a terceira votação para Deputado Distrital na eleição 2014 com 22.500 votos (1,48 % dos votos válidos). 
Foi o mais votado na coligação PRP/PV. 

Que não tem tanta visibilidade, ou seja, não está muito na mídia, mas comanda uma secretaria do governo de Rollemberg e tem vários cargos na administração, assim como o presidente Eduardo Brandão, que já se ofereceu para ser o candidato a vice do governador. 

Partido Popular Socialista - PPS 

O partido alinha-se ao governo de Michel Temer e nunca participou da gestão de Rollemberg. O senador Cristóvam Buarque quer ser candidato a presidente da República, mas não tem apoio interno (a tendência é coligar-se ao PSDB) e pode tentar uma terceira eleição para o Senado. Entre os quadros do PPS estão os distritais Celina Leão e Raimundo Ribeiro, acusados de corrupção e fortes opositores do governador,e ainda tem o tem o ex-senador Valmir Campelo. Essa sigla tem fortes candidatos aos cargos majoritários: Governador, vice e duas vagas ao senado 

Partido Social Democrático - PSD 

Aliado de Temer, foi da coligação que elegeu Rollemberg, indicando o vice-governador, e participou do governo até 2017. O deputado federal Rogério Rosso foi um dos mais próximos aliados de Eduardo Cunha e teve apoio do hoje presidiário para disputar a presidência da Câmara. 

Partido Republicano Brasileiro - PRB 

O partido da Igreja Universal do Reino de Deus apoia Temer, participa do governo de Rollemberg e o distrital Julio César é da base aliada ao governo. Seu dirigente Wanderley Tavares, porém, se coloca como candidato ao governo. Complicado entender como um partido se lança ao projeto de governar a capital e não larga o osso e as várias vantagens que se conquista ao participar do governo. 


Partido Solidariedade - PSOL

Assim como o Novo o PSOL deverá fazer um deputado distrital e minha aposta vai pra o Toninho. Alguns especialistas cravam que haverá uma renovação na Câmara Legislativa de 70% a 80%. 

Novo 

Partido de direita pode fazer seu primeiro parlamentar na capital. Rodrigo Freire pode surpreender e ocupar uma na próxima legislatura da CLDF. Com características bem diferentes dos atuais partidos o Novo confunde seu processo de escolha dos pré-candidatos com uma escolha a vagas de emprego, recolhendo e analisando currículos e ainda fazendo entrevistas. 

Liberal e a favor da desestatização de empresas públicas (abertura de capital do Metrô) por exemplo, Paulo Roque se diz preocupado com bem estar do brasileiro e coloca seu nome a uma vaga do Senado Federal 

Alexandre Guerra,candidato ao governo, não entrou no clima e tem investido tempo em questões internas; na arrecadação de recursos, por exemplo, já que não irão usar o Fundo Partidário para esta eleição. 


PODEMOS

Partido de Eliana Pedroso e Rodrigo Delmasso o podemos é comandado por Álvaro Dias. No DF está se cacifando para voos altos, entretanto demoraram a chegar. Eliana é destemida e empresária do ramo de serviço, principalmente prestado ao GDF, teve muitos contratos perdidos na gestão Rollemberg. Poderão chegar se alinhavarem aliança "carimbada", ou seja, a discussão e fechamento de acordos passam por todos os níveis. Das composições para deputado distrital  até composição de chapa majoritária. Lembrando que serão duas vagas para o senado. 


O eleitor 


Esse parágrafo deveria estar no início do texto devido a sua essencialidade no processo eleitoral, mas estão esquecidos pelos menos por mais alguns dias até a campanha ser startada

Como a campanha, para muitos já começou é só observar a desfaçatez de alguns parlamentares na defesa das pautas reivindicatórias de algumas categorias de servidores; è bem verdade que devido aos colapso nas relações trabalhistas nos últimos três anos muitos servidores acamparam no plenário da CLDF. 


O corporativismo induz parlamentares a abraçarem causas que não são suas com fins eleitoreiros e infelizmente os que discutem um legislativo desvinculado do populismo, clientelismo e farsas estão ver navios. 


Para uma eleição dessa envergadura, o valor do voto é exponencialmente acrescido de responsabilidade e devemos acompanhar ainda mais de perto.


Hamilton Silva é jornalista e economista 

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