Pular para o conteúdo principal

GDF LIBEROU 1235 CARGOS DURANTE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

FOTO: METRÓPOLES -HAMILTON SILVA

A tramitação da Reforma da Previdência na Câmara Legislativa coincidiu com um período de bonança na distribuição de cargos do Governo do Distrito Federal. Entre 24 de agosto e 6 de outubro, o Executivo local nomeou 1.235 comissionados. As datas são próximas de dois dias importantes no caminho que transformou o projeto em lei: em 23 de agosto, Rodrigo Rollemberg (PSB) levou o texto pessoalmente à CLDF; em 3 de outubro, o governador sancionou a norma.
Fontes ligadas à Câmara Legislativa e ao GDF asseguraram que a maioria desses cargos foram preenchidos por aliados de 11 distritais que votaram pela aprovação do projeto de lei: Agaciel Maia (PR), Julio Cesar (PRB), Rodrigo Delmasso (Podemos), Robério Negreiros (PSDB), Luzia de Paula (PSB), Juarezão (PSB), Lira (PHS), Professor Israel Batista (PV), Cristiano Araújo (PSD), Bispo Renato Andrade (PR) e Rafael Prudente (PMDB).
Segundo um integrante do Palácio do Buriti, as únicas nomeações nesse período que não favoreceram parlamentares que votaram “sim” à Reforma da Previdência referem-se à renovação na Administração de Sobradinho. O órgão é da cota do oposicionista Ricardo Vale (PT), que se posicionou contra a mudança nas regras de aposentadoria.
A Mensagem do Governador nº 249, com o conteúdo do Projeto de Lei Complementar (PLC) da Reforma da Previdência, chegou à Câmara Legislativa em 23 de agosto. A partir do dia seguinte, 25 cargos comissionados, de acordo com o levantamento, foram efetivados. O auge da primeira leva de nomeações ocorreu em 31 de agosto, quando 260 postos foram ocupados, fechando os sete dias iniciais de tramitação.
A proposta seria votada no plenário em 5 de setembro, quando a Justiça suspendeu a apreciação do PLC a pedido do deputado Wasny de Roure (PT). Naquele mesmo dia, foram feitas outra 38 nomeações, publicadas entre as páginas 23 e 25 do Diário Oficial do DF. Em 14 de setembro, 213 novos comissionados entraram no governo local, segundo o levantamento.
A proposta que unificou os fundos do Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev) foi aprovada, depois de quase 11 horas de sessão, na madrugada de 27 de setembro. Em 3 de outubro, Rollemberg sancionou a lei. Três dias depois, houve mais 26 nomeações.

FOTO: METROPOLES -HAMILTON SILVA

CríticasCoordenador da ONG Adote um Distrital, Olavo Santana criticou a possibilidade de o GDF ter usado cargos para garantir votos em plenário.
A atitude mostra que o governador e os deputados da CLDF continuam praticando o tipo mais repreensível de política-partidária, baseada no troca-troca de cargos e no tratamento da máquina pública como se fosse propriedade privada da base aliada, loteando cargos para conseguir apoio"
Olavo Santana, coordenador da ONG Adote um Distrital
As nomeações revoltaram o deputado distrital Wasny de Roure (PT), um dos críticos mais enfáticos à Reforma da Previdência na Câmara Legislativa. O petista estranha a coincidência entre a leva de nomeações enquanto a matéria tramitava na Casa.


por : METRÓPOLES

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

NOTAS FISCAIS DA NET PUB TEM CARIMBOS DIFERENTES EM OUTROS GABINETES

Filipe Nogueira Coimbra, ex-servidor do gabinete da deputada Sandra Faraj e proprietário da NetPub, nega que tenha atestado o recebimento na última nota fiscal, que emitiu durante contrato de prestação de serviços com a parlamentar. Segundo ele, o carimbo não confere com o modelo utilizado pela empresa, nem mesmo a assinatura. Mas documentos similares, aos quais o blog teve acesso, mostram que a prática é comum entre seus clientes. Um deles foi emitido em janeiro deste ano, a um deputado federal de São Paulo, observem que a assinatura é bem diferente daquelas que Filipe aponta como original e,  carimbo utilizado apenas o ateste de PAGO. Filipe precisa esclarecer também porque trabalhou por quase dois anos no gabinete da parlamentar e só agora, após a exoneração, tirou da gaveta a suposta cobrança dos valores. A ligação de Filipe e o ex-chefe de gabinete, Manoel Carneiro, também deve ser desvendada, ainda mais agora depois que o Correio Braziliense revelou vídeo que flagrou

Monopólio Artificial e Monopólio Natural, você sabe qual a diferença?

Hamilton Silva é jornalista e economista O monopólio natural  Um monopólio pode ser natural ou artificial.  No primeiro caso, o monopólio é consequência de que é o monopolista que melhor oferta o valor – um bem ou serviço – naquele contexto. O monopólio natural não conta com nenhuma barreira protetora ou privilégio; é simplesmente a melhor das possibilidades disponíveis no momento. Isto é, dadas às circunstâncias, qualquer um pode tentar competir diretamente com o monopolista, mas enquanto não ocorre isso é ele quem melhor satisfaz as necessidades dos consumidores, dadas as alternativas.  Se certo cirurgião é o único cirurgião no mundo que realiza o transplante de um determinado órgão vital, ele detém o monopólio desta habilidade. Do mesmo modo, outros valores cuja oferta é naturalmente restrita são monopólios naturais.  Se um monopólio natural traz ao monopolista benefícios especialmente grandes, estes benefícios chamarão a atenção da sociedade, que canaliza

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as