Pular para o conteúdo principal

DISTRITAIS APROVAM CRÉDITO DE 285 MILHÕES PARA O GDF

foto: Internet

A sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quarta-feira (12) foi marcada por um clima tenso. Em meio a vaias de policiais civis, que pressionavam da galeria do plenário pela continuidade da obstrução aos projetos do governo, e disputas entre parlamentares, o projeto de lei nº 1.418/2017, do Executivo, foi colocado em votação. Deputados contrários à votação do PL, que abre crédito adicional ao Orçamento do DF no valor de R$ 285,1 milhões, chegaram a se retirar do plenário, mas a proposta acabou sendo aprovada com 15 votos favoráveis e apenas dois contrários.
Os recursos previstos serão destinados para a contratação de consultoria e auditorias para a Secretaria de Mobilidade, a manutenção do equilíbrio financeiro do sistema de transporte coletivo, a manutenção de bens imóveis do GDF, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), entre outras ações. O mesmo projeto tinha sido colocado em votação na sessão desta terça-feira (11), mas não foi apreciado porque deputados em obstrução retiraram o quórum. Foram derrubados ontem, no entanto, dez vetos do Executivo a projetos de parlamentares.
Os recursos previstos na proposta são provenientes da reserva de contingência e derivam de vetos à Lei Orçamentária Anual. No centro da discussão, a emenda apresentada pelo deputado Wasny de Roure (PT) e aprovada pelo plenário da Casa no final de 2016, em favor da Polícia Civil.
Alguns distritais defendem que esse projeto do governo pode comprometer os recursos da emenda destinada aos policiais, mas outros, como o deputado Agaciel Maia (PR), argumentam que R$ 48 milhões estão mantidos. "O projeto está sendo deturpado. As emendas da Polícia Civil e da Polícia Militar estão mantidas", garantiu.
Por outro lado, Cláudio Abrantes (Rede) questionou o quanto da emenda aprovada será, de fato, preservado. "Estavam destinados R$ 248 milhões, agora parece que estão ficando apenas R$ 48 milhões. A emenda não está sendo mantida em sua integralidade, e isso não é falácia", disse. E completou: "Essa emenda nem precisaria existir se o governo tivesse negociado com a categoria há um ano".
Para o deputado Wasny de Roure (PT), único de sua bancada contrário ao PL, o projeto faz parte de um "jogo político" imposto pelo governo. Já o deputado Raimundo Ribeiro (PPS) defendeu o compromisso de obstrução da pauta e disse que a Câmara está sendo "submissa e subserviente" ao Buriti.
Resposta - O deputado Cláudio Abrantes fez questão de se manifestar na sessão desta tarde sobre a exoneração de servidores indicados por ele para o Executivo. Segundo contou, ontem à noite, após ter continuado em obstrução - em apoio aos policiais civis, que lutam há um ano pela paridade com a Polícia Federal - ele foi surpreendido com a exoneração de quatro pessoas que havia indicado para o governo. "Tenho mais sete lá, se quiser exonerar. Não vou abaixar a cabeça, não faço política por cargos", disparou.
Abrantes contou com a solidariedade do deputado Wellington Luiz (PMDB), que afirmou: "Se faz política com dignidade e com honra e, não, com retaliações".
Denise Caputo - Coordenadoria de Comunicação Social

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as 

Processo de Desenvolvimento Organizacional em 4 fases

Diagnóstico - Identificação do problema Através do contato com os dirigentes da organização, são identificados os problemas e as expectativas com relação à resolução dos mesmos.  Na seqüência, se inicia a fase de levantamento.  O objetivo da etapa de diagnóstico é fornecer uma situação inicial da organização. Plano de ação:  A definição do plano de ação ou estratégia de mudança deve se apoiar no diagnóstico realizado.  O plano de ação deve levar em consideração as metas e prazos, as técnicas de intervenção que serão utilizadas, os grupos-alvo e os resultados esperados.   Diagnóstico (Identificação do problema); Plano de Ação (estratégia de implatação); Intervenção (implantação das mudanças); Avaliação e controle Intervenção: A intervenção consiste em um conjunto de atividades previstas para os grupos-alvo.  O sucesso da intervenção depende do acerto da escolha da estratégia.  As atividades de intervenção compreendem também o processo de conscientização

Economia - Função de Oferta

FUNÇÃO DE OFERTA  PODE-SE CONCEITUAR OFERTA COMO SENDO AS VÁRIAS QUANTIDADES QUE OS PRODUTORES DESEJAM, OFERECER AO MERCADO EM DETERMINADO PERÍODO DE TEMPO EM FUNÇÃO DE PREÇO (Px). Seja os dados abaixo uma escala de oferta PREÇO (Px) QUANTIDADE OFERTADA (x) 1,00 1.000 3,00 3.000 6,00 6.000 8,00 8.000 10,00 10.000 OUTRAS VARIÁVEIS QUE AFETAM A OFERTA X= OFERTA Px= Preço do bem ofertado Pi = Preço de Insumos (fatores de produção); T = Tecnologia  X =f (Pi)  à X=f (Px, Pi,T) EQUILIBRIO DE MERCADO A lei da oferta e demanda (procura): Tendência de Equlibrio Pts. PREÇO (Px) PROCURA OFERTA SITUAÇÃO DE MERCADO A 1000 11000 11000 Excesso de demanda (escassez oferta) B 3000 9000 3000 Excesso de demanda (escassez de oferta) C 6000