Pular para o conteúdo principal

BRASÍLIA: RETRAÇÃO DA ECONOMIA É DE 1,6% NO ÚLTIMO TRIMESTRE

Foto: Agência Brasília - Blog do Hamilton Silva

Indice é medido em comparação com o mesmo período do ano passado e foi divulgado pela Codeplan nesta quarta-feira (21)



A economia de Brasília sofreu redução de 1,6% no terceiro trimestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015. Os três grandes setores apresentaram recuo: agropecuária (-3,7%), indústria (-2,6%) e serviços (-1,5%). Os dados são do Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon-DF), divulgado pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) nesta quarta-feira (21), na sede da empresa pública.

O comportamento da economia local, todavia, foi menos recessivo que o do Brasil, que teve retração de 2,9% para o produto interno bruto trimestral, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No contexto nacional, agropecuária registrou queda de 6,0%, indústria de 2,9% e serviços de 2,2%.

Essa é a sétima vez consecutiva que a taxa do Idecon-DF apresenta valores negativos. A medição é feita a cada três meses desde 2012.

Segundo o levantamento, os problemas de desempenho refletem os efeitos do desemprego, da redução da renda dos trabalhadores, dos juros elevados e da alta taxa de inflação. A pesquisa cita a Pesquisa de Emprego e Desemprego do DF (PED-DF), que indica que a taxa de desemprego aumentou de 14,6% em setembro de 2015 para 18,4% no mesmo mês deste ano.

Também houve redução no rendimento dos ocupados (-4,6%), dos assalariados (-1,1%) e dos autônomos (17,4%) entre agosto de 2015 e agosto de 2016.

Setor de serviços tem maior influência na economia do DF

O presidente da Codeplan, Lucio Rennó, explicou que a crise nacional afetou o setor de serviços em todo o País. Em Brasília, esse setor representa 92,9% da economia local. “Os dados do Idecon-DF apontam uma continuação da nossa situação de crise. O ano de 2016 foi muito duro para a economia, e as expectativas não são otimistas pra 2017.”

AB

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Notícias do Planalto Central

Simbologia  A imagem (foto) marcante e mais simbólica da semana foi sem dúvida nenhuma a do governador Ibaneis Rocha na Ceilândia cercado de políticos "peso pesados" da Capital. Ladeado de Flávia Arruda (PL) o encontro sinaliza para uma aliança sólida neste ano de 2022.  'Puliça' O encontro de Ibaneis foi no reduto mais cobiçado da Capital, a Ceilândia (maior colégio eleitoral do DF), onde a foto fala mais do que qualquer palavra. O anfitrião,   o delegado Fernando Fernandes estava com sorriso de orelha a orelha com apoio e prestígio. O delegado deverá se filiar ao partido Republicanos com a benção de Ibaneis.  Volta à Cena O empresário e ex-senador  Luiz Estevão que agora goza de liberdade volta aos pouquinhos à cena política e parece já influenciar definitivamente alguns poucos  políticos da Capital, principalmente os distritais. Luiz tem política nas veias e participou discretamente de algumas "confras" ao lado da esposa Cleucy.   Decisão Fraga erra na tá

Coluna: Notícias do Planalto Central

Ex-governador Rollemberg Marketing reverso Na última semana de 2021, antes de assumir sua candidatura a deputado federal o ex-governador Rodrigo Rollemberg publicou um vídeo em que dizia do quanto dá trabalho cuidar das suas bezerrinhas. Fico imaginando o quanto é trabalhoso cuidar do seu curral eleitoral . Em tempo: no vídeo o político aparece todo sujo de esterco. Carnaval Atendendo a oração de muitos e mais ainda ao avanço de uma outra onda do vírus chinês o governador Ibaneis Rocha(MDB) cancelou o Carnaval de rua no DF. Ontem o vice Paco Britto anunciou não descartar um novo lockdown. "Saúde acima de tudo!"   Evangélicos Viver um paradoxo real é também ato de fé, na proporção em que a falta de Carnaval faz mal ao comércio e ao turismo da cidade, a pandemia do vírus chinês também faz mal à população deixando um rastro de pobreza (desemprego) e morte . O discurso dos evangélicos com referência ao fechamento das igrejas precisa encontrar um ponto de convergência ou

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as