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SENADORES DE BRASÍLIA SÃO FRUTOS DE MARKETING POLÍTICO


" Os políticos em qualquer partes são os mesmos. Eles prometem construir pontes mesmo quando não há rios". Nikita Kruschev


Reguffe desconhece muitos dos problemas profundos da sociedade brasiliense.
Muitos problemas não significa todos, que isso fique bem claro. Pela sua origem de classe média alta e por não está entranhado nas causas mais carentes da comunidade, não que isso o impeça de conhecê-los, uma coisa é ouvir falar a outra é vivenciar na pratica os horrores que são as emergências dos hospitais públicos ou a criminalidade de nossa periferia. Responder e-mails ou mensagens eletrônicas (marketing político) não o faz especialista em povo, mas o fez em campeão de votos. Por outro lado conhece bem as mazelas da livre iniciativa e economia de mercado, é economista, privatista e se posiciona de forma dúbia quando se trata do funcionalismo.

Quem foi disse que ser honesto deve ser bandeira de político eficiente? Honestidade é uma  obrigação,assim como apresentar projetos e requerimentos. Se vão ser aprovados ou não isso é outra história complexa de eficiência e eficácia política. A cada dia que o senador ratifica uma marca, uma cara, uma logo ou perfil no Senado Federal gradua se no  "baixo clero" levando-o a "raposa felpuda".

Além  de segmentado o markentig utilizado pelo político brasiliense, ele utiliza-se de uma imagem higiênica, de bom moço e homem de palavra. Ser honesto e honrar seus compromissos não deveria ser pré requisito para ocupar cargo eletivo no Senado Federal ou Câmara dos Deputados ou em  qualquer outro lugar, esses predicados, reforço, deveriam ser intrínsecos de qualquer personalidade pública, do ser humano.

Alguém se recorda do conteúdo programático do candidato palhaço Tiririca? Não fosse sua exposição na grande mídia e a vontade enlouquecida dos eleitores em protestar não teríamos esse tipo de voto. Teríamos um voto mais qualitativo. Celebro hoje a mandato deputado que surpreendeu positivamente apesar dos pesares.

Se o senador tivesse um mandato tão revolucionário seria adepto de um mandato missionário, daqueles sem remuneração, não se protegendo do escudo regimental ou lei que justifiquem o recebimento de verbas tão altas na administração do mandato. Ou quem sabe poderia abrir mão do Foro previlegiado tema da moda já que aderir não significa ser ou pensar como os que geraram a proposição .


Quem define os nossos senadores como sendo produto de uma campanha de mídia são os especialistas com base científica nesse tipo de "venda casada", ou seja, os "marketeiros" profissionais. Profissionais especialistas que trabalham com o objetivo de lucrar nos estudos detalhados de estatísticas, comportamento antropológico e sistemas das leis que norteiam o processo político eleitoral.  São esses profissionais de mídia que afirmam veementemente que esses políticos se confundem na sua essência e visam uma frenética permanência no poder, muitas vezes não justificando os meios para atingir seus objetivos.
Criar uma marca e fazer dessa marca um mote de propaganda é muito mais comum do que imaginamos. Todos que almejam sucesso em suas campanhas precisam criar algo, uma marca, um mote, que se incutido na cabeça do eleitor, mesmo que isso seja uma mentira repetidas dezenas de vezes se tornará uma verdade.


Foto: Internet

Veja por exemplo o acadêmico e respeitado Cristóvão Buarque, foi governador de Brasília no final da década de noventa, foi ministro da educação no governo Lula com uma marca muito forte, a educação, mas não promoveu de forma drástica e definitiva nenhuma revolução na educação brasileira. Não tenho conhecimento se as emendas do orçamento, aquelas que os senadores tem direito, originaram alguma escola pública de tempo integral e se até hoje funciona. Não me recordo de uma excelente administração da capital federal e em particular no trato com profissional da educação, pelo contrário.

Os políticos que se demonstram hábeis na academia não necessariamente se tornam hábeis no trato da máquina publica, veja o exemplo dos atuais gestores do Governo do Distrito Federal, completamente reféns da literatura (LRF) por exemplo.
 
O senador Reguffe usa uma marca diferente, não tem um mote tradicional de venda de imagem e isso confunde o eleitor. Mas a marca de sempre defender a moralidade ou honestidade e combater o status quo, votando conforme seu discurso de vez em quando pega. As vezes se faz de vítima do sistema para justificar a sua inoperância no legislativo, mas não "vive" diretamente dando tapinhas nas costas de eleitor e isso é markenting. Ele sabe vender uma imagem. cria relacionamentos virtuais e evita polêmicas.

Totalmente diferente é o senador herdeiro de Rolleberg, que atabalhoado e desesperado em aparecer não perde tempo e se mete em polêmicas que podem  prejudica lo. O senador Hélio  José (PMDB, ex-PT) usa de uma metralhadora giratória do marketing e atira pra todos os lados, redes sociais, influências, troca de partido por conveniências e até constrangimento a servidor público veja a matéria e clique aqui, para entender  o que ele tem feito. Ele deve pensar que estar na mídia, por si só já justifica suas atitudes. Usa a motivação errada para estar na mídia.

O fato é que todos de uma maneira ou de outra necessitam criar fatos políticos para estarem mostrando serviço , alguns não obtém o sucesso que almejam e outros são fracassados pela estratégia adotada.




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