REFORMA PREVIDENCIÁRIA: VAMOS MORRER TRABALHANDO E OS POLÍTICOS NÃO ENTRAM NESSA "ROUBADA"


Foto internet
A proposta de reforma da Previdência que o governo do presidente em exercício Michel Temer vai enviar ao Congresso pode prever a adoção da idade mínima para aposentadoria em duas etapas. Ao final delas, o trabalhador precisará ter completado 70 anos para ter direito ao benefício integral. Num primeiro momento, está cristalizada a idade mínima de 65 anos para homens e um pouco menos para as mulheres (provavelmente, 62). O período de transição para adoção da medida será de 15 anos para eles e um tempo maior, ainda não estipulado, para elas", diz o texto. "Depois de instituída a idade mínima de 65 anos, haverá um intervalo de dez anos sem mudança na exigência e, em seguida, será fixada a nova faixa de idade, de 70 anos para ambos os sexos, mas com período de transição maior para as mulheres."

A postergação da idade mínima para se aposentar para 70 anos, sem postergar ao mesmo tempo a data de início das contribuições, será um golpe para aumentar os impostos e nada mais.

Ao aumentarmos a aposentadoria para 70 anos, isto significa que todo jovem só precisará contribuir por 30 anos, postergando assim o início da criação do fundo atuarial e financeiro a partir dos 40 anos de idade.

Isto é sensacional, contribuir por 30 anos a partir dos 40 é muito mais fácil do que a partir dos 15 ou 25. Para não dizer que é um absurdo.

E o governo, mesmo assim, vai arrecadar muito mais do que com a minha geração. Dos 40 aos 70 se ganha duas ou três vezes mais do que se ganha dos 15 aos 30.

Uma das razões da pobreza neste país é que no início das nossas carreiras contribuímos com quase 30% do salário justamente quando temos as despesas do FIES, casamento e casa nova para pagar.

Devido à ganância de muitos ministros
, que não conseguem esperar um único minuto para começar a taxar a nova geração, todos nós éramos obrigados a contrair uma dívida, seja o FIES, seja para a casa própria nos atolando juros sobre juros e uma dívida impagável.

Uma dívida das mais caras do mundo, de novo por decisão de nossos políticos , de quase todos os Partidos que já detiveram o poder, sem nenhuma exceção.

Isso garante a perpetuação da nossa pobreza, graças à ganância temporal do Estado, e é isso que precisamos mudar. A reveladora mascara populista dos pensadores previdenciários.

Finalmente temos como não contrair mais dívidas no início das nossas carreiras para podermos ter um padrão de vida próximo ao dos nossos pais.

Lembre-se que a rigor todos nós nascemos pobres. Mesmo os pais de classe média não têm como pagar por nossas faculdades e casas próprias. Levando toda sociedade ao sacrifício de um país eternamente em desenvolvimento.

O Estado nos obrigando a um endividamento logo cedo nas nossas carreiras, com juros estratosféricos, nossos políticos  perpetuam assim a pobreza para sempre.

E a narrativa é a de que precisamos poupar pela nossa velhice já, apesar de ela ocorrer somente 50 anos depois. Agora é o momento para lutar 
 contra isso, postergando também o início das contribuições do INSS, tanto quanto.

E para aqueles que já contribuem, lutar por uma pausa nos pagamentos igual aos anos a mais que estão lhe acrescentando para se aposentar.

Exigir que jovens paguem desde o início da carreira a sua reserva atuarial sempre foi um absurdo financeiro dos nossos economistas e não está escrito na Constituição, somente a necessidade de se criar um fundo financeiro e atuarial.

Nós teríamos proposto pagar um pouco mais por 20 anos, a partir dos 35 para compensar, do que pagar um pouco menos por 30 anos matando o jovem no início da sua carreira.
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