Pular para o conteúdo principal

GDF PROPÕE 37% PARA POLICIA CIVIL PARCELADO

governo de Brasília propôs reajuste de 37%, parcelado em quatro vezes, para a Polícia Civil do DF (PCDF), em reunião com o sindicato da categoria e o Ministério Público do DF e Territórios, na manhã desta quarta-feira (31). À tarde, em entrevista coletiva no Palácio do Buriti, o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, expôs os detalhes.

A proposta é conceder aos policiais civis do DF aumento de 7% a partir de janeiro de 2018, de mais 8% em janeiro de 2019, de outros 8% em janeiro de 2020 e de 10% em janeiro de 2021. Embora a soma bruta desses porcentuais seja de 33%, o reajuste final chegaria a 37%, porque um índice recairia sobre o anterior.

O reajuste proposto de 37% é o mesmo oferecido pela União à Polícia Federal (projeto ainda em análise no Congresso Nacional) — como reivindica a PCDF — mas parcelado por tempo maior. “Não teríamos como conceder em um espaço de tempo menor. Essa foi a nossa proposta como prova de boa vontade e reconhecimento pelo serviço prestado pela Polícia Civil do DF”, explicou Sampaio.

O chefe da Casa Civil pontuou também as dificuldades de orçamento ainda enfrentadas pelo governo e destacou a necessidade de cumprir as regras impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, já que o Executivo local está acima do limite prudencial.

Herdamos dívidas da gestão anterior e vivemos um momento que precisamos pagá-las para não interromper serviços importantes, como a compra de medicamentos”, exemplificou Sampaio. Para este ano, o déficit é estimado em R$ 1 bilhão — já considerando o impacto dos reajustes concedidos a 32 categorias em 2014 e que devem ser pagos a partir de outubro de 2016.

Da maneira que o reajuste à Polícia Civil do DF está proposto, o impacto no orçamento quando o aumento chegasse aos 37%, ou seja, em 2021, seria de R$ 545 milhões por ano. Sampaio disse que, apesar de a área da segurança pública ser mantida com recursos do Fundo Constitucional, gastos adicionais impactam na cobertura da saúde e da educação.

“Temos R$ 27,5 bilhões de um orçamento de R$ 31,4 bilhões [com os valores do Fundo Constitucional] comprometidos com pagamentos de salários e o subsídio ao transporte de ônibus. Sobram cerca de R$ 3 bilhões para fazer a gestão de toda a cidade. Estamos abertos ao diálogo, mas o gestor tem a responsabilidade de prover os serviços da cidade”, avaliou o chefe da Casa Civil.


Fonte: Agência Brasília 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Notícias do Planalto Central

Simbologia  A imagem (foto) marcante e mais simbólica da semana foi sem dúvida nenhuma a do governador Ibaneis Rocha na Ceilândia cercado de políticos "peso pesados" da Capital. Ladeado de Flávia Arruda (PL) o encontro sinaliza para uma aliança sólida neste ano de 2022.  'Puliça' O encontro de Ibaneis foi no reduto mais cobiçado da Capital, a Ceilândia (maior colégio eleitoral do DF), onde a foto fala mais do que qualquer palavra. O anfitrião,   o delegado Fernando Fernandes estava com sorriso de orelha a orelha com apoio e prestígio. O delegado deverá se filiar ao partido Republicanos com a benção de Ibaneis.  Volta à Cena O empresário e ex-senador  Luiz Estevão que agora goza de liberdade volta aos pouquinhos à cena política e parece já influenciar definitivamente alguns poucos  políticos da Capital, principalmente os distritais. Luiz tem política nas veias e participou discretamente de algumas "confras" ao lado da esposa Cleucy.   Decisão Fraga erra na tá

Coluna: Notícias do Planalto Central

Ex-governador Rollemberg Marketing reverso Na última semana de 2021, antes de assumir sua candidatura a deputado federal o ex-governador Rodrigo Rollemberg publicou um vídeo em que dizia do quanto dá trabalho cuidar das suas bezerrinhas. Fico imaginando o quanto é trabalhoso cuidar do seu curral eleitoral . Em tempo: no vídeo o político aparece todo sujo de esterco. Carnaval Atendendo a oração de muitos e mais ainda ao avanço de uma outra onda do vírus chinês o governador Ibaneis Rocha(MDB) cancelou o Carnaval de rua no DF. Ontem o vice Paco Britto anunciou não descartar um novo lockdown. "Saúde acima de tudo!"   Evangélicos Viver um paradoxo real é também ato de fé, na proporção em que a falta de Carnaval faz mal ao comércio e ao turismo da cidade, a pandemia do vírus chinês também faz mal à população deixando um rastro de pobreza (desemprego) e morte . O discurso dos evangélicos com referência ao fechamento das igrejas precisa encontrar um ponto de convergência ou

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as