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A RENÚNCIA DEVE SER LEVADA EM CONTA POR GOVERNO QUE INSISTE NO ERRO EAGORA NA CORRUPÇÃO

Blog do Hamilton Silva

Depois do Final de Semana a Globo deu tempo e espaço ao Governador de responder

O Governador se declarou decepcionado com seu vice. Afinal cabe a quem acusa o ônus da prova,  mas usou a desqualificação e atacou a servidora que é protagonista na denúncia, presidente do Sindsaúde. Não se referiu ao seu subordinado na SEFAZ  e pediu à Controladoria para apurar. Típico daqueles que estão se blindando.


A renúncia é ato de Grandeza

Grato sempre, satisfeito jamais. Esse é minha frase preferida nos últimos tempos. E quero começar esse post agradecendo ao senhor governador pelo o que ele não fez pela cidade que amamos, Brasília.

Uma geração que se autodenomina de Brasília deveria se honrar pelos feitos realizados, mas o que vemos são ingerências por todos os lados. Parecem perdidos e inertes por ações sem governança.

O tripé da governabilidade

Para se governar é preciso ter apoio popular, apoio parlamentar e apoio legal. Esse tripé dá a qualquer governo o mínimo de condições políticas para que o próprio realize o minímo. No que diz respeito ao GDF, o governo  perdeu os dois pontos de apoio importantes e caminha a passos largos para perder a razão de vez na justiça. 

Perdeu apoio popular quando insiste no erro de não respeitar aqueles que o elegeram e que de alguma forma não soluciona os problemas mais graves e urgentes e o pior não soluciona os mais corriqueiros sem tanta emergência levando-o á quebra de confiança do eleitorado exigente como o do Distrito Federal e principalmente com os trabalhadores, formadores de opinião, impregnados de queixas quanto à relação trabalhista nefasta privatista que leva ao funcionalismo sentir saudades do governo de Agnelo.

Perdeu apoio do parlamento, deputados distritais, quando procura enfrentar de uma maneira periférica demandas fisiologistas, paternalistas tradicionais dos parlamentares que de alguma forma desejam "governar" empresas, secretarias administrações regionais. Ainda não contemplou todos os anseios dos parlamentares dificultando aprovação de projetos de interesse do executivo. Podemos citar por exemplo: A disputa sangrenta com a atual presidente da casa Celina Leão (PPS), que tem ganhado lutas especificas dentro do legislativo.

Pode perder a legalidade e portanto apoio do terceiro e não menos importante do Ministério Público, da justiça, caso as denúncias leia aqui deflagradas na semana passada por parte da imprensa. Esse fator diz respeito da constitucionalidade dos processos de impeachement que alguns setores já pediram de formas veementes na justiça e na Câmara Legislativa. Todavia esses processos legais não contemplam a urgência das ingerências startadas no governo Agnelo, mas que permaneceram no atual que não ficou atrás e gerou novos fatos justificando os pedidos de afastamento.

 A gravidade das denúncias 

 Não fosse de onde veio o percentual, não fosse de onde saiu, ou seja, da boca do 02 talvez não reverbarasse  gravissímas as denuncias de propina sob a responsabilidade da SEFAZ, Secretaria da Fazenda, mas também pela natureza e conteúdo já que a principal vitima está na pasta da saúde. Pasta que o governo insiste na concessão dos serviços às OSCIP's.

A renúncia é reconhecer que a crise financeira pauta todos os governos

A humildade é pertinente a grandes personalidades históricas mundiais e de pessoas incomuns. Personalidades políticas que ousaram em ser petulantes e negligenciar ações ineficazes, pagaram caro com impopularidade alta e descontinuidade do projeto a que se propuseram.

É demais falar em renúncia? Claro que não. Um possível processo de impedimento iria levar a sociedade brasiliense a mais uma humilhação de cunho nacional. É só lembrar do caso Pandora. Não comporta uma intervenção federal pois o Brasil vive outras crise e Brasília sempre foi capaz de resolver seus problemas.

Um processo de impedimento levado à Câmara Legislativa produziria ações devastadoras para todos, cansativo e humilhante. Sem falar numa possível continuidade na ingerência e paralisia do atual governo e as áreas que mais sofrem entrariam em colapaso justificando uma possível intervenção.

A tese não prima pela ingenuidade, pelo contrário deveriam ser capitalizadas por aqueles que amam a cidade e prezam pelo Bem Público e "sair por cima" o levaria a um reconhecimento público das dificuldades fiscais que o impedem de seguir adiante. A prevaricação, intrínseca nesse caso justificaria todo o processo desgastante de impedimento. OAB, Igreja, CLDF e Organizações responsáveis pelo zelo da democracia e transparência no trato dos interesses do Patrimônio da Humanidade devem estar atentos e mobilizados permanentemente como fez a presidente da Câmara Legislativa ao convocar com urgência a CPI da Saúde. 

Morrer - morrer politicamente, a justiça é quem deve apurar as ilegalidades -  lutando,pode até justificar uma permanência prolongada, mas não pressupõe que irá conseguir aumentar sua popularidade e sair ileso do processo de impedimento.

Um apelo do eleitor

Finalizar com tema tão controverso e cheio de variáveis é complexo e exige responsabilidade, mas também cabe relatar o voto do blogueiro dispensado ao governador eleito em 2014 e incrementar o respeito ao mesmo, entretanto não opinar e ser submisso nesse momento é ser tão negligente quanto aos principais agentes públicos que nos levam ao caos todos os dias.

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