Pular para o conteúdo principal

Notícias do planalto central

Disputa pelo poder: Celina x Rollemberg

Mais um capítulo no episódio do poder local. As mais relevantes autoridades dos dois principais poderes locais, legislativo e executivo quais sejam, Celina Leão e Rodrigo Rollemberg, travam outro capitulo movimentada da rotina, quase monótona da cidade.

A leoa como é conhecida no meio político tem "peitado" de forma perigosa, para o governador, as iniciativas do executivo na CLDF, explorando e potencializando os relatórios da CPI dos transportes e bloqueando aprovação de Organizações Sociais na gestão dos hospitais públicos. Fora isso a deputada, cristã, membro da Comunidade das Nações, tem sido cada dias mais requisitada para ações populares demandas por pauta política ou não tomando frente em iniciativas que a qualificam como principal opositora do Rodrigo Rollemberg

O Exmo sr. governador tem se mostrado mais interessado em estar onde o povo está, isso sinaliza para outra briga, e ciúme. O vice governador Renato Santana, vinha se destacando pela permanência nas ruas, pelo menos nas fotos e indicava uma maior afinidade com o povão e representava uma presença do Estado nos quesitos mais urgentes da sociedade brasiliense. Essa postura do governador gerou junto ao PSD, partido do vice, um movimento de ruptura. Isso nos remete a outro vice, o Temer.

Será que estou misturando as coisas? Veja que só falta uma carta de descontentamento. Pois o imobilismo administrativo, principalmente nas questões mais urgentes como a saúde tem contaminado (sobre economia e LRF, escrevo em outro texto)o governo local e até um pedido de Impeachement já é real devido à irregularidades no IPREV-DF.

O outro R.R

Diante de tantas denúncias e a fiscalização preciosa da CLDF, o TCDF é acionado permanentemente, a diferença é que o atual presidente, Renato Rainha não tem economizado exposição dos seus trabalhos, isso é positivamente explicado pela necessidade do "principio da publicidade" na administração pública, mas também eleva o nome de Rainha a candidato ao governo em  2018. O ambiente é propício ao aparecimento de nomes. Vamos ver quem permanece em destaque até lá.
Economista da opinião em seu blog
Hamilton Silva: economista e blogueiro

O que é OSCIP

Organização da Sociedade Civil de Interesse Público ou OSCIP é um título fornecido pelo Ministério da Justiça do Brasil, cuja finalidade é facilitar o aparecimento de parcerias e convênios com todos os níveis de governo e órgãos públicos (federal, estadual e municipal) e permite que doações realizadas por empresas possam ser descontadas no imposto de renda. OSCIPs são ONGs criadas por iniciativa privada, que obtêm um certificado emitido pelo poder público federal ao comprovar o cumprimento de certos requisitos, especialmente aqueles derivados de normas de transparência administrativas. Em contrapartida, podem celebrar com o poder público os chamados termos de parceria, que são uma alternativa interessante aos convênios para ter maior agilidade e razoabilidade em prestar contas.
O problema principal não é simplesmente a funcionalidade e objetivos de governança de uma OSCIP ou a intenção primária com que quer se realizar a parceria. O buraco é mais embaixo. É preciso entender os reais interesses intrísecos das empresas detentoras de OSCIP's, a disputa por espaço no GDF é briga de cachorro grande. Não é a toa que médicos, "excluídos" do processo, militam pela não realização da parceria. Não é somente  o espírito de corpo dos servidores que está em jogo ou a terceirização por ela mesma. Tem toda uma relação de poder e barganha política econômica exposta no tabuleiro de um jogo que envolve alguns milhões de reais que Secretaria de Saúde. Os próximos passos dessa tentativa de terceirizar os serviços de saúde  vai ser dado na Câmara Legislativa, com abertura da CPI que quase tudo poderá revelar. dependerá da disposição do legislativo e mais ainda da deputada Celina.

O futuro a Deus pertence

A incerteza que assola o país não isenta a capital federal, pelo contrário aqui tudo se repete, com exceção da atuação mais efetiva da Operação Lava Jato, que veio tímida ao DF, prendendo somente um senador, Gim Argelo, o qual poderá levar muitos políticos brasiliense a perderem suas noites de sono se é que isso é possível para quem não tem princípios morais e metem a mão no dinheiro público. . 
A certeza que todos temos é que as "coisas" não serão fáceis para ninguém, se não vai ser para os poderosos imagina para os simples mortais.
Vários serão os rounds de combate entre Celina e Rollemberg, e o primeiro que promete ser "sanguinolento" é a disputa voto a voto pela reeleição da presidência na CLDF. Assistir de camarote parece cômodo, e divertido, mas não é, penso  que como cidadão esses poderes deveriam viver mais harmoniosamente, entretanto, torna-se preciso essa fiscalização. O futuro dos trabalhadores, servidores e do povo em geral de Brasília não pode ser pautado por irregularidades ou má gestão.
Acredite amigo, o futuro a Deus pertence, mas o lugar onde você vai estar, depende dos fatos que hoje acontecem.




Postagens mais visitadas deste blog

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as 

Bolsonaro ensaia ‘dobradinha’ com Ibaneis

  Foi hoje na posse do novo ministro Ciro Nogueira cacique do PP que Jair Bolsonaro disse:   “Dispenso comentários. Nós aqui somos um só governo. União e Distrito Federal é um casamento perfeito” , declarou Bolsonaro aos presentes na solenidade. O horizonte eleitoral é muito mais curto que os trezes meses até o pleito. Ibaneis Rocha (MDB) para governador e Jair Bolsonaro para presidência seria uma chapa imbatível no Distrito Federal. Ambos foram muito bem sucedidos em 2018  no quadrado do Planalto Central. Bolsonaro teve 69,99% cerca de 1.080.411 votos no segundo turno e Ibaneis Rocha recebeu 1.042.574 votos – o equivalente a 69,79% dos votos válidos. Bolsonaro é “raposa felpuda” com mais  de trinta anos de vivência  no Congresso Nacional e apesar de Ibaneis ter conquistado o seu primeiro mandato vem surpreendendo com quase 3 anos de uma gestão positiva ou do “bem”. O resultado eleitoral em 2018 jamais poderá ser ignorado sob pena de se repetir a derrocada de seus opositores. Opositore

Verdade nua e crua

 O jogo político está empatado, os atores da política nacional jogam no limite possível.  Não há como destituir o presidente Jair Bolsonaro do seu cargo. A oposição já sabe disso. Não vai trabalhar por impeachement , pois todas ações neste sentido passam pela aprovação da Câmara dos Deputados e o presidente Arthur Lira já deu sinais diferentemente de Rodrigo Maia  de ser um "homem de palavra".  Bolsonaro está acastelado. Ele tem o cargo de Presidente da República, o que não é pouca coisa, tem as ruas, os movimentos de milhões, ignorados pelos jornais e tem as Forças Armadas. Muito dificil derrubar. A oposição só tem uma chance de vencer Bolsonaro: Fraudando as Urnas e por isso o ponto de equilibrio desse jogo é a aprovação ou não da PEC 135/2019.  As estratégias adotadas pela oposição revelam o total desespero dos atores políticos, isto porque mal aprofundam as ações em curso como foi o caso do impeachement na Câmara dos Deputados e já implementam outra seguida do insucesso.