Pular para o conteúdo principal

Dinheiro vc. Tempo

Tempo, definitivamente, não é uma variável mensurável para nós.Linha - de apenas 12 km - do metrô de Salvador foi concluída após 16 anos.Dinheiro também não é mensurável.
Esse trecho do metrô custou R$ 1,4 bilhão, mais que o triplo dos R$ 350 milhões orçados.
Por essas e outras, é difícil se empolgar com programas de concessões.
 
 
Metrô de Salvador é inaugurado
 
Raio-x do Metrô de Salvador
AnoAndamento
1997Projeto de metrô é formulado pela prefeitura de Salvador, que busca financiamento
1999Consórcio formado por Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Siemens assume a obra
2000Obras civis são iniciadas, com previsão de conclusão da linha 1 em 2003
2005Projeto da linha 1 é reduzido a 6km e ganha apelido de metrô
2006TCU detecta irregularidades como ausência de planilhas orçamentárias da obra
2008Trens do metrô chegam a Salvador. Ficariam dois anos guardados num galpão ao custo de R$ 80 mil por mês
2009Obra entra na mira da operação Castelo de Areia, posteriormente anulada
2012TCU detecta sobrepreço de R$ 166 milhões, em valores da época, nas obras.
2013Gestão do metrô é repassada para governo do Estado. Obra é assumida pelo Grupo CCR
2014Linha do metrô começa a funcionar em fase de testes
2015Conclusão do projeto inicial da linha 1
Início das obras: 1999
Extensão: 12km
Número de estações: 8
Total investido: R$ 1 bilhão

Postagens mais visitadas deste blog

NOTAS FISCAIS DA NET PUB TEM CARIMBOS DIFERENTES EM OUTROS GABINETES

Filipe Nogueira Coimbra, ex-servidor do gabinete da deputada Sandra Faraj e proprietário da NetPub, nega que tenha atestado o recebimento na última nota fiscal, que emitiu durante contrato de prestação de serviços com a parlamentar. Segundo ele, o carimbo não confere com o modelo utilizado pela empresa, nem mesmo a assinatura. Mas documentos similares, aos quais o blog teve acesso, mostram que a prática é comum entre seus clientes. Um deles foi emitido em janeiro deste ano, a um deputado federal de São Paulo, observem que a assinatura é bem diferente daquelas que Filipe aponta como original e,  carimbo utilizado apenas o ateste de PAGO. Filipe precisa esclarecer também porque trabalhou por quase dois anos no gabinete da parlamentar e só agora, após a exoneração, tirou da gaveta a suposta cobrança dos valores. A ligação de Filipe e o ex-chefe de gabinete, Manoel Carneiro, também deve ser desvendada, ainda mais agora depois que o Correio Braziliense revelou vídeo que flagrou

Monopólio Artificial e Monopólio Natural, você sabe qual a diferença?

Hamilton Silva é jornalista e economista O monopólio natural  Um monopólio pode ser natural ou artificial.  No primeiro caso, o monopólio é consequência de que é o monopolista que melhor oferta o valor – um bem ou serviço – naquele contexto. O monopólio natural não conta com nenhuma barreira protetora ou privilégio; é simplesmente a melhor das possibilidades disponíveis no momento. Isto é, dadas às circunstâncias, qualquer um pode tentar competir diretamente com o monopolista, mas enquanto não ocorre isso é ele quem melhor satisfaz as necessidades dos consumidores, dadas as alternativas.  Se certo cirurgião é o único cirurgião no mundo que realiza o transplante de um determinado órgão vital, ele detém o monopólio desta habilidade. Do mesmo modo, outros valores cuja oferta é naturalmente restrita são monopólios naturais.  Se um monopólio natural traz ao monopolista benefícios especialmente grandes, estes benefícios chamarão a atenção da sociedade, que canaliza

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as