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Arrecadação do GDF supera, 2014 mesmo assim faltam recursos para pagar servidores e credores

O Buriti já arrecadou até agora R$ 19,4 bilhões, mais do que em todo ano de 2014, no qual se arrecadou R$ 19,3 bilhões. As despesas estão em R$ 16,8 bilhões

Por Donny Silva – No sábado, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) se reuniu com a secretária de Planejamento, o secretário de Gestão Administrativa, o secretário de Fazenda, o secretário de Relações Institucionais, a procuradora-geral, a secretária de Comunicação e o chefe de Gabinete e outros assessores para tratar do pacote de reestruturação que vai anunciar nesta semana.

A redução das secretarias é certa. A redução dos cargos em comissão também. Mas os números não batem. Não se consegue explicar o que o próprio governo vem publicando. Os cargos comissionados não representam tanto quanto parece; trata-se de um ajuste mais moral do que financeiro. Representam cerca de R$ 20 milhões/mês de uma folha de R$ 1,4 bi. O problema está na falta de gestão de pessoal. Quem responde pelo limite de gastos perante a lei é a secretária de Planejamento, logo o secretário de Gestão Administrativa vem fazendo o seu trabalho de acordo com as suas prioridades. 

Por quê ainda não fizeram a tão falada auditoria da folha, anunciada no decreto do primeiro dia de governo, que afirmavam ser a solução? Sistema de RH de governo, o que se sabe, se leva de 4 a 5 anos para ser implantado, logo, não virá nesse governo?

Curioso é que o GDF já arrecadou até agora R$ 19,4 bilhões, mais do que em todo ano de 2014, no qual se arrecadou R$ 19,3 bilhões. As despesas estão em R$ 16,8 bilhões. O secretário de Gestão só fala em dívida e atraso de pagamento. O secretário de Fazenda demonstra uma arrecadação que contradiz o discurso do terror do secretário de Gestão.

Outra questão intrigante, é que só se fala de falta de recurso para pagar servidores e credores, mas o mercado recebeu um pedido de cotação do GDF, com prazo de resposta até 26 de agosto último, para a compra de um novo sistema de gestão de pessoas do governo, estimado em R$50 milhões. Coincidência ou não, a empresa que está na frente é de São Paulo, sede anterior do atual secretário de Gestão.

Será que o governador vai conseguir resolver esses problemas de gestão em que as ações dos agentes não condizem com os números?

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