Pular para o conteúdo principal

"A curva de Laffer , o " S" de Senna" e os 7x1 da economia brasileira "

Não é tarefa fácil identificar se estamos no início , no meio ou no final da crise econômica que instalou-se no Brasil. Difícil também apontar quais foram ou são as causas que permitiram chegarmos nesse ponto. Contudo a população brasileira já demonstra de forma clara e legítima sua incredulidade e insatisfação quanto aos rumos da política econômica e perspectivas de curto e médio prazos. Acompanhamos com muita preocupação as medidas que o governo está adotando para ajustar suas finanças. O mais certo é que ao analisarmos o fraco comportamento dos principais indicadores - inflação, variação do PIB, arrecadação tributária, taxa de desemprego, câmbio, taxa de juros, mercado interno, estoque da indústria/comércio, investimentos externos, crédito, inadimplência, etc - percebemos que estamos distantes do equilíbrio necessário. Dentre as medidas governamentais já tomadas esse ano merece destaque as que mudaram regras trabalhistas e previdenciárias e o projeto que reduziu incentivos fiscais de diversos setores produtivos (Desoneração). Convém apontar também a implantação do inédito Programa de Proteção ao Emprego - PPE, o plano safra, o programa de concessões, parcerias e exportação. Essas medidas se mostram insuficientes e ainda não surtiram efeitos ou resultados esperados , haja visto o próprio déficit declarado no Projeto da Lei Orçamentária da União para 2016 e o danoso rebaixamento do rating do Brasil para a categoria "especulativa" pela agência de risco 'Standard & Poor's - S&P, chamando a atenção da comunidade internacional para a deterioração fiscal brasileira. O governo precisa primar pela eficiência na gestão, banir de forma contundente a corrupção, cortar exemplarmente gastos públicos e preservar investimentos em projetos estruturantes e de elevado alcance social. É condição imperiosa para o crescimento imediato do Brasil enfrentarmos de forma definitiva as urgentes reformas na previdência, no sistema tributário e na repactuação dos Entes Federados no que tange a distribuição de recursos.
Rogério Rosso, advogado, tributarista,  ex-Governador do DF, Deputado Federal, líder do PSD na Câmara dos Deputados
Causa-nos porém muito mais espécie quando assistimos importantes auxiliares da Presidente Dilma defenderem a simplista e equivocada alternativa de aumento de impostos e carga tributária. Sugiro que esses auxiliares , antes de manifestarem-se, visitem as indústrias, as plantações, os silos, os galpões, os Portos, as rodovias, os laboratórios, as universidades, as micro e pequenas empresas , as entidades sindicais e patronais , bem como os milhares de estabelecimentos comerciais que estão fechando por todo o Brasil - seguramente vão perceber que o País para crescer precisa ser mais competitivo, inovador, exportador e empreendedor. A carga tributária brasileira já ultrapassou a parábola descendente de ' Laffer' - aumentá-la é definhar economicamente. Temos que fortalecer nossas vocações econômicas canalizando esforços e recursos na produção. Países desenvolvidos e que passaram por ajustes com bons resultados protegeram suas empresas e ambientes de negócios a todo custo. O Governo precisa se inspirar nos exemplos de superação e altivez do povo brasileiro. Imagino se o saudoso Airton Senna fosse um auxiliar da Presidente Dilma - certamente ele estaria fazendo de tudo para romper paradigmas e adversidades, valorizando como sempre nosso Brasil, nossos produtos e certamente levaria para onde fosse o orgulho brasileiro. Somos o País do futebol, mas do que adianta termos um time de estrelas, comissão técnica de elite...porém perder de 7x1 da Alemanha em nosso próprio território. Esperamos que a S&P não seja a seleção alemã da economia brasileira e gostaria de sugerir que no novo slogan do Governo Federal fosse acrescentado:" Brasil - Pátria Educadora e Empreendedora".


Rogério Rosso, advogado, tributarista,  ex-Governador do DF, Deputado Federal, líder do PSD na Câmara dos Deputados

Postagens mais visitadas deste blog

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as 

Bolsonaro ensaia ‘dobradinha’ com Ibaneis

  Foi hoje na posse do novo ministro Ciro Nogueira cacique do PP que Jair Bolsonaro disse:   “Dispenso comentários. Nós aqui somos um só governo. União e Distrito Federal é um casamento perfeito” , declarou Bolsonaro aos presentes na solenidade. O horizonte eleitoral é muito mais curto que os trezes meses até o pleito. Ibaneis Rocha (MDB) para governador e Jair Bolsonaro para presidência seria uma chapa imbatível no Distrito Federal. Ambos foram muito bem sucedidos em 2018  no quadrado do Planalto Central. Bolsonaro teve 69,99% cerca de 1.080.411 votos no segundo turno e Ibaneis Rocha recebeu 1.042.574 votos – o equivalente a 69,79% dos votos válidos. Bolsonaro é “raposa felpuda” com mais  de trinta anos de vivência  no Congresso Nacional e apesar de Ibaneis ter conquistado o seu primeiro mandato vem surpreendendo com quase 3 anos de uma gestão positiva ou do “bem”. O resultado eleitoral em 2018 jamais poderá ser ignorado sob pena de se repetir a derrocada de seus opositores. Opositore

Processo de Desenvolvimento Organizacional em 4 fases

Diagnóstico - Identificação do problema Através do contato com os dirigentes da organização, são identificados os problemas e as expectativas com relação à resolução dos mesmos.  Na seqüência, se inicia a fase de levantamento.  O objetivo da etapa de diagnóstico é fornecer uma situação inicial da organização. Plano de ação:  A definição do plano de ação ou estratégia de mudança deve se apoiar no diagnóstico realizado.  O plano de ação deve levar em consideração as metas e prazos, as técnicas de intervenção que serão utilizadas, os grupos-alvo e os resultados esperados.   Diagnóstico (Identificação do problema); Plano de Ação (estratégia de implatação); Intervenção (implantação das mudanças); Avaliação e controle Intervenção: A intervenção consiste em um conjunto de atividades previstas para os grupos-alvo.  O sucesso da intervenção depende do acerto da escolha da estratégia.  As atividades de intervenção compreendem também o processo de conscientização