Pular para o conteúdo principal

CCJ amplia debate sobre a centralização das perícias Servidores concordam com unificação de procedimentos. No entanto, querem a descentralização dos atendimentos para evitar transtornos

Nesta terça-feira (18/08), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara Legislativa realizou audiência pública para debater os efeitos do Decreto 36.561/2015, que institui a Política Integrada de Ação à Saúde do Servidor Público do DF (PIASS). Na prática, a medida deu início ao processo de centralização das perícias médicas de todos os servidores públicos do DF em um mesmo espaço físico. Apesar das diversas queixas, por parte dos servidores, o governo não sinalizou mudanças quanto à centralização e unificação dos serviços.
Sandra Faraj: Presidente da Comissão de Constituição e Justiça
Acredito que ninguém esteja contra unificação de procedimentos. A preocupação deles é com a centralização um único local, no Setor Comercial Sul”, afirmou a presidente da CCJ, deputada Sandra Faraj. A parlamentar fez um apelo para que o governo revisse o posicionamento dele como forma de não prejudicar nenhum servidor. “Temos de encontrar uma maneira de não haver injustiça. Nem com os servidores, que serão remanejados, nem mesmo com os servidores que precisarem dos serviços da perícia”, ponderou.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas do DF (SEADF), Denivaldo Nascimento a medida vai prejudicar a todos. “Uma perícia médica no Setor Comercial Sul para atender todos os servidores públicos do DF, me parece mais uma grande fila do INSS. Isso não pode ser assim. Temos de tratar do assunto com respeito ao servidor”, afirmou.

Presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues afirmou que o governo não levou em conta a peculiaridades de cada categoria: “Cada área tem sua especificidade, não dá para jogar tudo dentro do mesmo espaço”. Segundo ela, hoje o governo não terá como atender mais de 125 mil servidores num espaço único. Dados apresentados ao debate, mostram que apenas na unidade de perícia médica de Taguatinga, da Secretaria de Educação, são realizados 150 atendimentos por dia. 

O secretário de Gestão Administrativa e Desburocratização, Alexandre Ribeiro, ponderou que o governo tem tentado ouvir caso a caso para propor uma solução. “O servidor é central. A saúde do servidor não pode esperar, por isso iniciamos a centralização das perícias médicas. Esse é o primeiro passo de uma política de Estado voltada para a saúde do trabalhador”, afirmou.

A mesa de mediação também contou com a participação dos deputados Raimundo Ribeiro (PSDB); Wasny de Roure (PT); Chico Leite (PT); Robério Negreiros (PMDB) e Rodrigo Delmasso (PTN); além do Defensor Público-Geral da Defesoria Pública, Ricardo Batista Sousa; e dezenas de servidores da Saúde e da Educação.



Postagens mais visitadas deste blog

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as 

Processo de Desenvolvimento Organizacional em 4 fases

Diagnóstico - Identificação do problema Através do contato com os dirigentes da organização, são identificados os problemas e as expectativas com relação à resolução dos mesmos.  Na seqüência, se inicia a fase de levantamento.  O objetivo da etapa de diagnóstico é fornecer uma situação inicial da organização. Plano de ação:  A definição do plano de ação ou estratégia de mudança deve se apoiar no diagnóstico realizado.  O plano de ação deve levar em consideração as metas e prazos, as técnicas de intervenção que serão utilizadas, os grupos-alvo e os resultados esperados.   Diagnóstico (Identificação do problema); Plano de Ação (estratégia de implatação); Intervenção (implantação das mudanças); Avaliação e controle Intervenção: A intervenção consiste em um conjunto de atividades previstas para os grupos-alvo.  O sucesso da intervenção depende do acerto da escolha da estratégia.  As atividades de intervenção compreendem também o processo de conscientização

Economia - Função de Oferta

FUNÇÃO DE OFERTA  PODE-SE CONCEITUAR OFERTA COMO SENDO AS VÁRIAS QUANTIDADES QUE OS PRODUTORES DESEJAM, OFERECER AO MERCADO EM DETERMINADO PERÍODO DE TEMPO EM FUNÇÃO DE PREÇO (Px). Seja os dados abaixo uma escala de oferta PREÇO (Px) QUANTIDADE OFERTADA (x) 1,00 1.000 3,00 3.000 6,00 6.000 8,00 8.000 10,00 10.000 OUTRAS VARIÁVEIS QUE AFETAM A OFERTA X= OFERTA Px= Preço do bem ofertado Pi = Preço de Insumos (fatores de produção); T = Tecnologia  X =f (Pi)  à X=f (Px, Pi,T) EQUILIBRIO DE MERCADO A lei da oferta e demanda (procura): Tendência de Equlibrio Pts. PREÇO (Px) PROCURA OFERTA SITUAÇÃO DE MERCADO A 1000 11000 11000 Excesso de demanda (escassez oferta) B 3000 9000 3000 Excesso de demanda (escassez de oferta) C 6000