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Aliados revoltados

Traição, revolta, vingança, traíragem, insatisfação são as palavras que tomaram e transbordaram os discursos e textos blogs e sites, conversas acordos repercutidas nesta terça (20). Mas qual a causa de tanta indignação? Isso mesmo a indicação de pessoas para estarem na chefia administrativa das RA's (Regiões Administrativas) do DF.


Mas não é só isso. Administrar não é o problema. Decifrar o joga politico que está por detrás dessas indicações é o grande desafio de quem procura fazer uma leitura isenta do quadro pintado. Querer dizer que o governador prometeu eleições diretas e agora não cumpriu é pura ingenuidade ou tolice de quem acreditou. Impressionante que esses que clamam por justiça por não terem sido contemplados pelo dedo do governador são os mesmo que de alguma forma pressionam a todo custo a divulgação da famosa lista. Acho que ficaram ainda mais bravos quando perceberam que a quantidade de administradores diminuiu 

A demora na escolha
A morosidade na divulgação dos nomes já indicava o grau de dificuldade que o governador enfrentou nesses últimos 21 dias.
O governo demonstra uma certa inabilidade com a caneta, mas constrói a fidelidade com parte do discurso. Aquela de ouvir a todos, isso demanda tempo e nem sempre quer dizer que irá agradar seus eleitores ou companheiros históricos. O que de fato acontece. Mas no caso da saúde podia ter feito isso no segundo dia dois de janeiro.

Regiões Administrativas -RA's


A pressão Interna
Além de contribuir para a demora nas decisões esse tipo de pressão eleva a irritabilidade dos aliados e decepciona aqueles que desejavam contribuir.

É preciso saber que haverá uma segunda chance, talvez em abril, o time que não ganha nem faz gol deve mudar seus jogadores. Nesse momento era preciso apagar alguns incêndios fundamentado na crise financeira e sustentado pela vaidade e egocentrismo de alguns.

A pressão Externa
Gera insatisfação da população como um tod e proporciona uma oportunidade do movimento sindical aparecer para a massa e de uma oposição raivosa e sistemática se estabelecer desviando os olhares do governo anterior. Veja a quantidade de greves que pipocaram.
Ou o governo não  sabia do tamanho do problema ou sabia e não se preparou para enfrentar a crise iminente, só que teve tempo mais que suficiente.

O problema é estrutural
A política local nunca foi bem vista, sempre teve problemas de credibilidade e de gestão, está enraízado na cultura e no caráter das pessoas que comandam e principalmente por um sistema eleitoral viciado.

Não aconteceu nada de novo isso já ocorreu em tantos outros governos não é novidade nenhuma. A preocupação de todos deveria ser por soluções práticas para o problema crônico na saúde e segurança pública por exemplo.


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