Pular para o conteúdo principal

Porque Agnelo decepcionou

Quando assumiu o Governo do Distrito Federal - GDF, Agnelo enfrentou um caos na capital do país. Uma roubalheira desenfreada e quase generalizada ao ponto de muitos solicitarem intervenção federal.

O atual governador conseguiu organizar parte da bagunça, conseguiu barrar interesses históricos do transporte coletivo e gerou muitos inimigos internos.

Talvez seja esse o seu maior problema. Conseguiu abafar casos no judiciário e finalmente fez alianças que, teoricamente agregariam votos - com PMDB, que na prática não ajudou em nada nesse segundo processo eleitoral juntos.

Vi pelas ruas inúmeros, candidatos da coligação, às vagas proporcionais não fazerem propaganda para majoritários o que sedimentou a derrota do governador e mistificou. Ato covarde de alguns candidatos a deputado distrital e até federal. A história de que cada um só pensa no próprio umbigo se repete. " Farinha pouca primeiro meu pirão". 

Aliado a isso a escolha dos mentores da comunicação do governo sempre foram problemáticas com as indicações de duas pessoas envolvidas ao mensalão no início do seu governo. Esse problema se perpetuou durante todo governo, ou seja, uma comunicação truncada e falha, diria míope no quesito de reivindicações populares e bastante distorcidas em realizações básicas de gestão.

Mais grave  do que isso Agnelo não se estabeleceu como liderança local, não  passou a representar os anseios de mudanças e nem transformou sua aparente força política  em votos. Pouco carismático se distanciou dos eleitores de quando era distrital. Pecou em não ouvir a população e fez discurso dessincronizado com os eleitores isso sem falar na pouca, mas eficiente rejeição de Dilma, essa com índice altíssimo em Brasília. Conexão inevitável devido às fortes ligações entre os petistas. A "Blindagem" serviu pra isso.

Finalmente o povo de Brasília parece ter uma cultura de direita e de um conservadorismo implícito que prevalece nas eleições mais disputadas. A política do "rouba mas faz" deseja  ser representada no segundo turno. E terá sua chance, infelizmente. 

O governador não teve um desempenho espetacular, porém pela situação anacrônica e deformadora em que o DF vivia e de certa forma ainda vivi.Todavia havia uma esperança, mesmo que remota, da  continuidade na construção de uma gestão isenta sem a contaminação dos ranços de um petismo destrutivo e ultrapassado. O PT está numa linha descendente em todos os estados e Dilma terá que "governar muito" para para fazer  diferença. Não acredito nisso.  

O que espero como eleitor dessa cidade é que a marionete do Arruda não ganhe as eleições e permaneça onde sempre esteve no ostracismo e limbo político.

Amigo, acredite as eleições recomeçaram e agora todas as atitudes governamentais irão influenciar nossas vidas. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as 

Processo de Desenvolvimento Organizacional em 4 fases

Diagnóstico - Identificação do problema Através do contato com os dirigentes da organização, são identificados os problemas e as expectativas com relação à resolução dos mesmos.  Na seqüência, se inicia a fase de levantamento.  O objetivo da etapa de diagnóstico é fornecer uma situação inicial da organização. Plano de ação:  A definição do plano de ação ou estratégia de mudança deve se apoiar no diagnóstico realizado.  O plano de ação deve levar em consideração as metas e prazos, as técnicas de intervenção que serão utilizadas, os grupos-alvo e os resultados esperados.   Diagnóstico (Identificação do problema); Plano de Ação (estratégia de implatação); Intervenção (implantação das mudanças); Avaliação e controle Intervenção: A intervenção consiste em um conjunto de atividades previstas para os grupos-alvo.  O sucesso da intervenção depende do acerto da escolha da estratégia.  As atividades de intervenção compreendem também o processo de conscientização

Economia - Função de Oferta

FUNÇÃO DE OFERTA  PODE-SE CONCEITUAR OFERTA COMO SENDO AS VÁRIAS QUANTIDADES QUE OS PRODUTORES DESEJAM, OFERECER AO MERCADO EM DETERMINADO PERÍODO DE TEMPO EM FUNÇÃO DE PREÇO (Px). Seja os dados abaixo uma escala de oferta PREÇO (Px) QUANTIDADE OFERTADA (x) 1,00 1.000 3,00 3.000 6,00 6.000 8,00 8.000 10,00 10.000 OUTRAS VARIÁVEIS QUE AFETAM A OFERTA X= OFERTA Px= Preço do bem ofertado Pi = Preço de Insumos (fatores de produção); T = Tecnologia  X =f (Pi)  à X=f (Px, Pi,T) EQUILIBRIO DE MERCADO A lei da oferta e demanda (procura): Tendência de Equlibrio Pts. PREÇO (Px) PROCURA OFERTA SITUAÇÃO DE MERCADO A 1000 11000 11000 Excesso de demanda (escassez oferta) B 3000 9000 3000 Excesso de demanda (escassez de oferta) C 6000