PIB dos EUA cresce mais que o previsto no terceiro trimestre

A economia dos Estados Unidos cresceu mais do que o previsto no terceiro trimestre, contabilizando o semestre mais forte em mais de uma década. O aumento nos gastos do governo e a queda no déficit comercial compensaram o abrandamento das despesas das famílias.

O Produto Interno Bruto aumentou a uma taxa anualizada de 3,5% nos três meses encerrados em setembro, após um ganho de 4,6% no segundo trimestre, informou o Departamento de Comércio do governo americano. Foi o maior crescimento semestral desde os seis últimos meses de 2003. A mediana das previsões de 87 economistas consultados pela Bloomberg apontava para um avanço de 3% no terceiro trimestre.

A produção crescente de petróleo diminui as importações e contribui para a melhora da indústria de transformação, permitindo que a economia supere a desaceleração do crescimento nos mercados externos, da Europa à China. Ao mesmo tempo, a recuperação do nível de emprego e a gasolina mais barata dão aos consumidores americanos a confiança e os meios para gastar mais, iluminando as perspectivas para a temporada de compras natalinas. Esse quadro ajuda a explicar por que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) encerrou ontem o seu programa de estímulo à economia por meio da compra de títulos públicos e lastreados em hipotecas.

As estimativas de crescimento coletadas pela Bloomberg variaram de 2,1% a 4%. A divulgação de hoje é a primeira de três para o trimestre. As outras medições sairão em novembro e dezembro, quando houver mais informações disponíveis.

Os gastos dos consumidores, que respondem por quase 70% do PIB, subiram a um ritmo de 1,8% no terceiro trimestre, depois de crescer a uma taxa de 2,5% nos três meses anteriores. Assim, o consumo contribuiu com 1,2 ponto percentual para a taxa de crescimento do PIB trimestral. 

Melhorar a confiança do consumidor pode ajudar a sustentar a maior parte da economia neste trimestre. O índice de confiança medido pelo instituto Conference Board saltou em outubro para o maior patamar em sete anos.

(Bloomberg)


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