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Três razões para que eu vote na Marina Silva

Controle do Banco Central

O governo parece confundir independência do Banco Central – formal ou operacional – com o controle dos banqueiros da economia brasileira. Essa é a visão divulgada em uma propaganda política da coligação da presidenta, o que nos leva a crer que, em um novo governo, a presidenta e o seu partido tentarão controlar ainda mais o Banco Central.  

 Aumento da Divida Bruta e Liquida

Por mais que se tente explicar, simpatizantes do governo acreditam que, quanto maior a divida para financiar a juros subsidiados um conjunto de empresas, melhor. E o custo? para eles, há uma espécie de “milagre da multiplicação dos pães”. O aumento da divida aumenta o investimento e, logo, ocasiona mais crescimento e mais impostos que, necessariamente, serão suficientes para pagar o crescimento da dívida. Mas não fizemos exatamente isso na década de 70? Logo, a solução para o crescimento não é aumento da produtividade, mas o crescimento cada vez maior da dívida. Como diz um amigo meu no governo quando questiono o crescimento da dívida: “como vamos financiar o crescimento da produtividade?”. Ou seja, tudo passa pelo aumento da dívida até mesmo o crescimento da produtividade. 

 Inflação alta

O governo atual e seus simpatizantes não acreditam que uma taxa de inflação um pouco acima de 6% ao ano seja um problema. Na verdade, acreditam que é um índice bom porque é menor que 10% ao mês. Acreditam também que trazer a inflação para o centro da meta tem um custo muito grande e, assim, é melhor aceitar uma inflação moderadamente elevada de 6% ao ano (mesmo com controle de preços) e criticar quem promete trazer a inflação para o centro da meta. Por que isso mudaria em um segundo governo Dilma? Não tenho ideia.

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