Que pressão que nada

COPOM agiu com independência

Quem acompanhou as notícias sobre os juros da taxa selic na última semana sabia que o juro estava no limite. Quem tem um pouco de opinião sobre conjuntura internacional também sabia que a recessão européia e americana, vão influenciar diretamente nossa economia interna, isso sem falar na estagnação e desaceleração que o mercado chinês pode atingir logo no próximo semestre.

A discussão sobre independência do Banco Central é uma imposição da mídia que fora induzida pela Instituições interessadas e acumuladoras de lucros recordes nos últimos anos. A economia brasileira sofreu um golpe muito forte nos primeiros meses desse ano, com a altas da taxa em quase 2%. Isto significou, numa velocidade lenta, uma desaceleração nas compras do consumidor. Também significou um lucro bastante positivo, na mesma velocidade, dos bancos e instituições responsáveis pelo crédito disponibilizados para aqueles que não quiseram deixar ótimas oportunidades.

O presidente do BC, em meados de 2008, no centro da crise defendia uma baixa nos juros. Agora não podia ser diferente, a conjuntura internacional ajuda essa afirmação e o que da substancia e base é o próprio comportamento de Tombini. Isso demonstrou personalidade e independência nas decisões daqueles que precisam ter liberdade para direcionar nossa política monetária. Por outro lado, e qual o mau tem em pressionar? Não vejo nenhum problema. Se for para o bem e proteção da maioria da população brasileira pode e deve haver pressão. Foi isso que a presidenta demonstrou em seus discursos.
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