Pular para o conteúdo principal

BRASÍLIA CONTINUA UM CAOS

Na próxima semana Brasília vai passar por mais uma prova do quanto o poder público trata com descaso o dinheiro da nação. Veremos, também, como o Partido dos Trabalhadores não toma nenhuma atitude para dirimir e corrigir as mazelas dos governos anteriores. Não propõe nem recebe aqueles que o elegeu. Vão pipocar greves.

METROVIÁRIOS;
foto: www.correiobraziliense.com.br
VIGILANTES AMBIENTAIS;
PROFESSORES;
AGENTES PENITENCIÁRIOS;
PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS -UNB
POLICIA CÍVIL.

PORQUE NÃO TEM DINHEIRO PARA PAGAR O REAJUSTE DOS METROVIÁRIOS
nem dos professores, nem de outra categoria qualquer? Porque nunca tiveram. O servidores da PCDF, ou de qualquer outro organismo público ganha o que ganha porque conquistaram com luta e muito trabalho, suas remunerações não "caiu do céu". Quanto de investimento se faz para um jovem passar em concurso público? Ora se esconder na LRF(Lei de responsabilidade Fiscal) para criar uma "cortina de fumaça" não deve ser muito honroso, mas é o instrumento que se apegam para justificar o injustificável. A questão é: Será que esses gestores públicos não sabem que os trabalhadores além de eleitores são leitores e sabem dos seus direitos, estão menosprezando suas inteligências. O governo que se apresentou pelo voto legítimo, mas que beira a medícridade não pode esnobar tantas categorias. O respeito é pertinente e é sabido que o governador não tem feito esforços para tratar desse assunto.
Brasília vem passando por uma "tsunami" de corrupção e muitos são os envolvidos. Hoje não se tem confiança em quase nenhuma instituição pública. Seria oportuno uma pesquisa para verificar qual o segmento que podemos creditar nossos votos em quem confiar.

Já o Metrô do DF afirmou, em nota, que desconhece as irregularidades apontadas e que “a licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal”. Veja a íntegra da nota:

O Metrô-DF desconhece as supostas irregularidades apontadas anonimamente pela reportagem do Portal R7 e, ressalta que:

- O processo de licitação para a manutenção do Metrô-DF (transcorrido em gestão anterior), seguiu a modalidade de licitação de concorrência pública tipo técnica e preço, sendo que no primeiro aspecto as duas empresas finalistas receberam a pontuação máxima;

- No quesito preço, o consórcio Metroman apresentou a melhor proposta (menor preço), vencendo então a licitação;

- A licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal;

- O consórcio Metroman vem atendendo satisfatoriamente todas as demandas de manutenção apresentadas pelo Metrô-DF.

Coordenação de Comunicação do Metrô-DF

Tudo muito coerente e correto só faltam dizer que é a população a responsável pelos trens quebrados ou que não tratameste como deveria tratar. Depois de tanta suspeita é no mínimo curioso o que tem acontecido na capital de JK . Observe que Brasília não tem indústria, é alimentada por um comércio que ainda tem muito para crescer que por sua vez necessita orgânicamente dos servidores públicos para incrementar vendas. O serviço público é o grande empregador. E esses "empregados" são os formadores de opinião da sociedade brasiliense. Negociar com esses formadores de opinião passa por respeito e absorção dos seus interesses.


Comentários

Cristine disse…
Realmente é uma falta de respeito com os funcionários e com a própria população, não só o transporte público..mas na educação e na saúde..
Hamilton Silva disse…
Obrigado Cristine, você tem toda razão!

Postagens mais visitadas deste blog

NOTAS FISCAIS DA NET PUB TEM CARIMBOS DIFERENTES EM OUTROS GABINETES

Filipe Nogueira Coimbra, ex-servidor do gabinete da deputada Sandra Faraj e proprietário da NetPub, nega que tenha atestado o recebimento na última nota fiscal, que emitiu durante contrato de prestação de serviços com a parlamentar. Segundo ele, o carimbo não confere com o modelo utilizado pela empresa, nem mesmo a assinatura. Mas documentos similares, aos quais o blog teve acesso, mostram que a prática é comum entre seus clientes. Um deles foi emitido em janeiro deste ano, a um deputado federal de São Paulo, observem que a assinatura é bem diferente daquelas que Filipe aponta como original e,  carimbo utilizado apenas o ateste de PAGO. Filipe precisa esclarecer também porque trabalhou por quase dois anos no gabinete da parlamentar e só agora, após a exoneração, tirou da gaveta a suposta cobrança dos valores. A ligação de Filipe e o ex-chefe de gabinete, Manoel Carneiro, também deve ser desvendada, ainda mais agora depois que o Correio Braziliense revelou vídeo que flagrou

Monopólio Artificial e Monopólio Natural, você sabe qual a diferença?

Hamilton Silva é jornalista e economista O monopólio natural  Um monopólio pode ser natural ou artificial.  No primeiro caso, o monopólio é consequência de que é o monopolista que melhor oferta o valor – um bem ou serviço – naquele contexto. O monopólio natural não conta com nenhuma barreira protetora ou privilégio; é simplesmente a melhor das possibilidades disponíveis no momento. Isto é, dadas às circunstâncias, qualquer um pode tentar competir diretamente com o monopolista, mas enquanto não ocorre isso é ele quem melhor satisfaz as necessidades dos consumidores, dadas as alternativas.  Se certo cirurgião é o único cirurgião no mundo que realiza o transplante de um determinado órgão vital, ele detém o monopólio desta habilidade. Do mesmo modo, outros valores cuja oferta é naturalmente restrita são monopólios naturais.  Se um monopólio natural traz ao monopolista benefícios especialmente grandes, estes benefícios chamarão a atenção da sociedade, que canaliza

ECONOMIA E A LEI DA ESCASSEZ

Introdução Em Economia tudo se resume a uma restrição quase que física - a lei da escassez, isto é, produzir o máximo de bens e serviços a partir dos recursos escassos disponíveis a cada sociedade. Se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade excessiva de certo bem fosse de fato produzida. Nem importaria que os recursos disponíveis: trabalho, terra e capital (este deve ser entendido como máquinas, edifícios, matérias-primas etc.) fossem combinados irracionalmente para produção de bens. Não havendo o problema da escassez, não faz sentido se falar em desperdício ou em uso irracional dos recursos e na realidade só existiriam os "bens livres". Bastaria fazer um pedido e, pronto, um carro apareceria de graça. Na realidade, ocorre que a escassez dos recursos disponíveis acaba por gerar a escassez dos bens - chamados "bens econômicos". Por exemplo: as